O combate à pedofilia no Brasil

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    Sonho pueril 
               A Declaração Universal dos Direitos da Criança afirma que todos os infantes têm o direito à vida, à liberdade e devem ser protegidos. Atualmente, no Brasil acontece o debate sobre as formas de combate, físicas e virtuais, a uma das violências infantis: a pedofilia. Diante disso, o estado busca medidas preventivas, enquanto a sociedade se divide entre os meios punitivos a quem abusa sexualmente os menores de idade. 
                 A priori, os desrespeitos aos direitos das crianças são constantes. Não obstante, com o advento tecnológico, como a internet, as transgressões alcançaram o ambiente virtual e a difusão de imagens e vídeos infantis que expõe as crianças em atos vis. A exemplo do caso de um médico brasileiro que participava de uma rede mundial de pedofilia. Ele foi preso em 2015 com materiais pornográficos e medicamentos para dopar os infantes. Apesar disso, ainda é pouco efetivo o combate a esse tipo de crime. 
              Outrossim, é a demora na identificação das vítimas de abusos sexuais. Mesmo com as linhas telefônicas para denúncias anônimas, as escolas e outros acessos infantis não contam com profissionais especializados na detecção da violência e no acolhimento das vítimas. Assim, a carência por pessoas capacitadas em identificar o problema criam uma lacuna para que a violação continue. Somado a isso, parte dos estamentos exigem pena de morte ou castração química dos estupradores.
                Desse modo, o combate à pedofilia no Brasil necessita tanto do aparato Estatal quanto do apoio da população. Por isso, as mídias televisas, com o aporte do erário, podem por meio de peças publicitárias elucidar os cidadãos quanto os sinais de abuso infantil e incentivar as denúncias. Ademais, o Estado deve incluir os psicólogos em escolas para observar possíveis violências sexuais e fiscalizar o acesso a conteúdos pornográficos que envolvam crianças, punindo a quem detém e compartilha o material. Além disso, a sociedade não deve se levar pelo emocional e requisitar crimes que infrinjam os direitos humanos, como execuções ou castrações, mas sim penas duras de cerceamento da liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica após o cumprimento da pena. Por fim, o prélio ao abuso infantil precisa ser constante para que a infância não se torne um pesadelo, mas sim continue a ser um sonho pueril.