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    A exploração sexual é democrática e atinge todas classes sociais, raças e países. No Brasil, esse quadro se agrava mais ainda, dados do Ministério da Saúde em 2012, confirmam que cerca de 47 abusos sexuais são praticados por dia em crianças e adolescentes. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: o desconhecimento da própria criança das partes íntimas e não sabe reconhecer que está tendo o corpo violado; e as causas do grande número de atos de pedofilia.
       Em primeira análise, cabe pontuar que o frágil conhecimento a respeito da sexualidade promove facilidade de aproximação nas crianças por parte do agressor. Pois, nessas situações, ainda não foi ensinado a criança se conhecer e que ninguém pode tocar as partes íntimas. De acordo com a UNESCO: “nunca é cedo para falar de sexualidade”. Dessa forma, percebe-se que um dos caminhos para proporcionar aos pequenos conhecimento de como cuidar e proteger sua própria integridade física é utilizar a escola para ensinamentos sobre a educação sexual.
       Ademais, convém frisar que a comunicação sobre o assunto no âmbito familiar é tratado como “tabu”, contribuindo mais ainda para que a criança se isole quando estiver sofrendo abuso. Comprova-se isso por meio de dados do Sistema de Agravos de Notificação,  no qual mais da metade dos casos são praticados por pessoas próximas da família. Por isso, os pais precisão estarem abertos para dialogo sobre o assunto com seus filhos.
      Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que os brasileiros reconheçam que a pedofilia é um problema de saúde pública e precisa ser combatida. Isso pode ser realizado por projetos do Ministério da Educação que integrem pais e filhos, expondo em feiras e palestras escolares princípios básicos da sexologia. Além disso, é essencial que o Ministério da Saúde amplie a divulgação de canais de denúncia que possam orientar como acolher crianças que sofreram esses crimes, bem como, principalmente, ensinar os pais a perceberem mudanças de comportamento dos filhos.