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    A violência contra as crianças e os adolescentes no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o SINAN -Sistema de Informação de Agravos de Notificação- o número aumentou em 130% no período de 2003 a 2012. Além da sexual, o balanço de 2016 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra esses grupos, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se perceber que essa problemática persiste por ter raízes histórias e ideológicas.
      Segundo Karl Marx, a economia é a base da sociedade, dessa forma, os meios de produção determinam as relações, pensamentos humanos e nosso comportamento, nesse sentido, os valores morais são perdidos. Dessa forma, pode observar o Brasil em 4° lugar no ranking mundial de consumo de material "pedofílico". Logo, há muitos casos de estupros e agressões, seja em grandes centros, seja em ambiente familiar, onde, são relatados apenas 11% desses. Nesse sentido, essa situação pode gerar distúrbios graves, pois muitas mulheres têm medo e até vergonha de revidar ou denunciar os abusos. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos. 
       Outrossim, o assédio diário sofrido camuflados sob forma de expressões como: " Fiu-Fiu" ou "Psiu" corroboram para a resiliência do problema. Na polêmica pesquisa do Ipea -Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- sobre o estupro, mesmo após a correção dos dados, uma parte expressiva da população considerava que a culpa do ocorrido era da mulher, devido à forma de se vestir e comportar. Nessa perspectiva, por vezes acontece um processo refratário de distorção dos fatos, um processo análogo a refração que acontece na física, onde os raios luminosos são desviados do seu curso normal. Assim, é notável uma inversão de valores na sociedade que acaba por deixar a vítima desamparada.
       Torna-se evidente, portanto, que as raízes históricas e ideológicas dificultam o combate contra a pedofilia. Primeiramente, cabe a Polícia Federal fiscalizar os portos do país, a fim de punir os desviantes da Constituição e garantir a erradicação desse tipo de material. Além disso, às escolas municipais e estaduais devem incentivar desde o início o tratamento igualitário e de respeito mútuo. A família, por sua vez, pode, além de reforçar tal respeito, mostrar a necessidade de se denunciar tais atos de desrespeito. Por fim,  é papel da mídia, como formadora de opinião, condenar a objetificação e de atuar em parceria com ONGs e movimentos sociais em prol da valorização da mulher. Apenas sob tal perspectiva, poder-se-á combater a pedofilia no Brasil, pois como proferido por Karl Marx: as inquietudes são a locomotiva da nação.