O combate à pedofilia no Brasil

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    A obra “O Cortiço” de Aluísio Azevedo narra o momento em que a personagem Pombinha tem sua sexualidade violada. Tal cena, infelizmente, é bastante comum na realidade, haja vista os altos índices de casos de pedofilia no Brasil. O combate a essa mazela, no entanto, encontra limitações à medida que o tema é visto como um tabu, o que, por sua vez, gera a impunidade. 
              Em primeira análise, vale destacar a apreensão da sociedade em discutir o tema. Isso ocorre tanto por medo de incentivar a atividade sexual precoce, quanto por desconhecimento, dos próprios responsáveis desses menores, seja em casa ou na escola, de maneiras para a abordagem do assunto. Em consequência disso, o petiz não compreende o próprio corpo, não aprende a identificar um abuso, tampouco sente-se seguro em procurar a ajuda de alguém. 
               Cabe apontar, ainda, a impunidade como um entrave ao combate à pedofilia. Essa ocorre devido ao medo da vítima ou dos adultos responsáveis em denunciar, uma vez que, em maioria, os algozes são pessoas próximas ou com vínculo familiar. Aliado a isso, está a limitada quantidade de meios adequados a esse atendimento. Assim, apesar das leis, as quais demonstram o reconhecimento pelo Estado dessa mácula social, evidencia-se a dificuldade em torná-las efetivas. 
          Urgem, portanto, medidas que potencializem o combate à pedofilia no Brasil. Para tanto, é necessário que as escolas incluam a Educação Sexual em suas aulas, a fim de ensinar as crianças e adolescentes a conhecerem o próprio corpo, protegê-lo, bem como identificar quando estão sendo ou não abusadas e incentivá-los a denunciar esses atos. Outrossim, é importante que ONGs, em parceria com a mídia, difundam os direitos da infância por meio de propagandas e projetos comunitários, como oficinas, que, além disso, instruam aos pais e responsáveis a como abordar tal tema. Por fim, é crucial que o governo qualifique e amplie o atendimento às vítimas, por meio de profissionais e delegacias qualificadas. Assim, poderá ser preservada essa fase tão importante do desenvolvimento humano.