Envie sua redação para correção
    Doloroso silêncio
                  No livro “Lolita”, de Vladimir Nabokov, conhecida como uma das obras mais polêmicas de todos os tempos, por tratar de pedofilia. Humberto, um homem de mais de quarenta anos, sente-se atraído por uma garota de 12 anos. Apesar de ser uma obra fictícia essa trama mostra uma triste realidade que está cada vez mais frequente no país. Diante disso, é preciso combater esse mal que se faz tão presente na sociedade brasileira. 
                     Em primeiro lugar, é fundamental salientar que a maioria dos pedófilos são pessoas próximas da vítima. Prova disso, foi o que aconteceu com uma criança de nove anos, em Pernambuco, após ter sido estuprada pelo padrasto ficou grávida de gêmeos. Em consequência disso, crianças que viveram esse trauma tendem a alterar seu modo de pensar e se relacionar, necessitando assim, de um acompanhamento psicológico que na maior parte dos casos não acontece. 
                   Além disso, a facilidade de informação e comunicação oferecidas por aparelhos tecnológicos na atualidade tem levado ao auge os casos de pedofilia no Brasil e no mundo. Junto com o descuido dos pais no acompanhamento e fiscalização dos conteúdos que seus filhos veem na internet e com quem falam. Casos que poderiam ser prevenidos por simples gestos de acompanhamento dos pais, já que as crianças que sofrem esse abuso, geralmente, passam pela Lei do silêncio, situação em que a vítima é obrigada a se calar, seja por causa de ameaças ou por vergonha de contar para alguém. 
              Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver essa problemática. A princípio, cabe ao Governo criar uma lei que aplique a obrigatoriedade de um psicólogo em todas as instituições de ensino, que faça acompanhamento individual com cada aluno. Ademais, a família deve estar sempre atenta a vida de seus filhos, acompanhando, conversando e vigiando as atitudes dos pequenos, tanto na vida real quanto na virtual. Por fim, ONGs em parceria com as grandes emissoras de TV devem abordar mais essa problemática, por exemplo, através de novelas e minisséries.