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    Cada um por si
          Freud descreveu o homem como ser sexual, sendo o desenvolvimento psico-sócio-emocional todo pautado nessa relação desde a infância até a fase adulta. Porém, com ser ainda em formação de julgamento, a criança torna-se vulnerável à pedofilia. No Brasil, o combate a este crime, que acomete, em sua maioria meninas onde o agressor é alguém próximo, deve contar com a prevenção familiar, apoio educacional, rede de acolhimento e punição aos agressores.
         Já que o número de denúncias à polícia e ao Disque Cem são inferiores à realidade, ensinar infantes e adolescentes a reconhecer o abuso e expor a situação, é uma parcela de contribuição do enfrentamento deste tipo de crime. Para tal, a escola como propulsora do "uso da razão na construção da moral e da virtude", segundo Jean Piaget, é um instrumento viável para ensinar a sexualidade consciente e identificar a violência. A partir disso, é possível que a vítima comunique a alguém de sua confiança, e esta busque ajuda junto ao conselho tutelar e delegacia.
          Em contrapartida, a legislação brasileira prevê detenção do agressor e está por acrescentar pena monetária ao reter os bens do condenado. Tais medidas de cunho corretivo também estimulam a prevenção ao provocar receio das consequências ao possível agressor, evitando este de agir. Isso reforça o poder e a necessidade da existência de leis, defendida por Thomas Hobbes a fim de controlar o estado de natureza ruim do homem, para assegurar o bem comum e proteger inocentes.
          A luta contra a pedofilia pelo esclarecimento de crianças e jovens da possibilidade do perigo, juntamente com leis exequíveis da punição, contudo, são medidas que despertam a atenção ao problema e exigem a ampliação das ações. A saber é imprescindível definir a educação sexual na base do ensino fundamental e promover a capacitação dos profissionais de saúde e dos conselhos tutelares para que estes saibam acolher com empatia e sem julgamento os casos que aparecem.