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    No que se refere à pedofilia no Brasil, percebe-se que sua ocorrência não foi amenizada. Isso se evidencia não só pelos casos computados pelo governo, como também pela liberdade e facilidade que as crianças têm de utilizarem a internet sem a supervisão dos pais. Nesse sentido, convém analisar suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.
      Inicialmente, é preciso entender que a pedofilia pode ser praticada por familiares e pessoas próximas à vítima, ou por desconhecidos. No primeiro caso, as denúncias se tornam mais difíceis de serem realizadas devido ao fato de ocorrerem dentro do ambiente familiar, provocando medo e insegurança na própria criança. No segundo caso, o mesmo pode não ser detectado facilmente pelos pais, a menos que o menor de idade relate o abuso à alguém. Dados do SINAN demonstram que no ano de 2012 foram notificados mais de 5 mil casos de abuso infantil, que embora sejam números alarmantes, não incluem os que não foram denunciados.
       Ademais, a tecnologia é utilizada comumente como meio de aproximação entre agressor e vítima, através de redes sociais e chats. Esses criminosos criam perfis falsos e seduzem o menor de idade, induzindo-o a mandar fotos e vídeos sensuais ou até a encontrar o agressor pessoalmente. Sendo assim, é necessário compreender que o abuso pode ser não só físico, mas também moral, como ocorre na internet.
      Portanto, medidas são necessárias para que crianças e adolescentes sejam protegidos desse tipo de violência e que os criminosos sejam identificados e devidamente punidos. Nesse sentido, cabe às escolas incluírem no Ensino Fundamental a partir do sexto ano e Médio, aulas sobre o corpo humano e debates sobre sexualidade. Outrossim, é dever dos pais conversarem com seus filhos sobre o que é abuso sexual e como identificá-los, além de monitorar as ações desses jovens na internet. Cabe à sociedade, por sua vez, denunciar os casos de pedofilia e juntamente ao Poder Judiciário, garantir que os criminosos sejam penados.