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    Em qualquer classe social, em qualquer lugar do mundo, a violência está presente. Entre 80 mil denúncias referentes à alguma forma de abuso, 20% é sexual. Existe ainda, um grande número que não é contabilizado devido ao pacto do silencio e também muitas vítimas não reconhecem a agressão, por não entender o ato sexual.
          A criança tem o símbolo da inocência e fragilidade, não vê o mal. Portanto, não entende as formas de violência. Porém, através do acesso precoce à tecnologia, à pornografia e outras formas de conteúdos, expressos até mesmo em musicas, podem passar uma ideia errada do que realmente é o sexo. Naturalizando a violência.
          Quando ela compreende, a convivência com o agressor pode tornar mais próximo o medo em denunciar. Muitas vítimas quando buscam ajuda, já possuem um histórico longo de violência. As consequências, atingem tanto o emocional quanto o físico. Traumas, como sentimento de culpa ou nojo do seu corpo. Doenças ou até uma gravidez indesejada, marcam para o resto da vida. 
          É dever dos pais, explicar para criança, o mais cedo possível, o funcionamento do seu corpo, faze-la entender, que ninguém pode mexer nela, dando um entendimento de propriedade pelo seu corpo. A família, e a sociedade devem ser conscientizadas para como trabalhar o sexo desde a infância e posteriormente agir com as vítimas, acolhendo, ouvindo e encaminhando aos devidos tratamentos. 
          A escola, deve expandir esse assunto, de forma clara e sem erotização, conforme a idade de cada aluno. Lembrando que não somente meninas sofrem esse tipo de abuso.  A saúde pública deve fornecer desde o acolhimento psicológico ao patológico. 
          As denúncias incluem o trabalho em especial da policia e também conselho tutelar, que respectivamente estará punindo, através de leis cabíveis ao agressor e atendendo a vítima. Em trabalho de prevenção, conscientização, acolhimento e justiça os direitos estarão garantidos.