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    No Brasil, diante do aumento dos casos de estupro em mulheres, grandes manifestações nas ruas e redes sociais se fizeram presente para a união da população feminina contra um mal comum. Contudo, quando o abuso sexual ocorre com crianças e adolescentes não há muitos representantes com voz nesta faixa etária. Dessa forma, para a diminuição do número de casos desta violência, torna-se necessário o aprofundamento de informações e participação para os indivíduos não ouvidos e uma atenção especial para a figura do agressor.
             Em uma primeira abordagem, nota-se as dificuldades no enfrentamento da pedofilia pelo reconhecimento dos violentadores em diversas partes do mundo, retratado e acompanhado por muitos países pela história baseada em fatos reais do livro “A Cabana” de William Young. Entretanto, medidas como a criação da Música do projeto de prevenção e combate ao abuso sexual de 2016, propostas nas instituições de ensino, totalmente personalizada para o público alvo, são de extrema importância para a colaboração dos cidadãos mirins. Apesar de muitos novos e indefesos, quando conscientes de seus direitos, podem procurar apoio de educadores e familiares mesmo para crimes onde o agressor se encontra dentro de casa.
                    Um outro ponto importante diz respeito as punições impostas para o violentador, sem levar em conta a questão de sua debilidade psicológica. Declarado pela OMS, a pedofilia é um transtorno mental que acomete alguns adultos e os faz criar fantasias sexuais com menores, sendo uma descoberta recente, é de difícil detecção para psiquiatras. Todavia, já é disponível um tratamento devido que diminuiria significativamente o número de casos deste crime e doença, frente a curtas penas não acompanhadas de uma devida reabilitação.
                  É indispensável, portanto, que o Ministério da Educação amplie a participação da escola na luta contra o abuso sexual, por meio da cartinha do combate a pedofilia, em aulas, teatros, músicas e outros meios que passem informações ao público afetado e dando-lhe apoio a denúncias. Ademais, é importante que o Ministério da Saúde juntamente com as Unidades Prisionais desenvolvam diagnósticos e tratamentos para pedófilos, por meio de antidepressivos, terapias e acompanhamento profissional, para possibilitar sua cura, reabilitação e um retorno ao meio social sem mais violências.