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    Ouvir e Atuar 
        Redes de silêncio e falta de informação específica sobre o que é pedofilia favorecem a eclosão do problema na atualidade. Grande parte das vítimas não denuncia, tornando a situação mais difícil de ser solucionada, colaborando para a expansão desses crimes de violência sexual. De acordo com o portal R7, em 48% dos casos os abusos acontecem dentro de casa. E a falta de comunicação sobre o tema coopera para o avolumamento de tais infrações.
        Pedofilia, de acordo com o dicionário O Globo, significa a prática de atos sexuais com crianças e, até mesmo, perversão do indivíduo adulto que se sente sexualmente atraído por elas. Segundo a revista Veja, edição de 2014, o governo federal recebe cerca de 70 denúncias de abuso contra crianças por dia. Os dados alarmantes preocupam ainda mais ao saber que, muitas vítimas não denunciam os agressores por estarem em situação de vulnerabilidade e falta de conhecimento sobre o crime. Assim, se instalam as redes de silêncio. Em que a criança sofre estupro pelo padrasto e a mãe não sabe como agir. Ou ainda, pela situação de fragilidade e medo, o indivíduo se mantém calado e bloqueado psicologicamente.
        A Childhood, organização que trabalha com a proteção da infância e adolescência, afirma que um dos problemas é naturalizar a situação de pedofilia. Por exemplo, ver um adolescente se prostituindo em troca de comida e acreditar que é uma situação natural. Pois o adolescente que optou por isso. Contudo, é uma visão errônea da sociedade. O adolescente precisa de ajuda e sem denunciar a situação, o problema se agrava. 
        Os agressores não possuem perfil específico. Assim, grande parte das vezes o abusador é próximo da criança e/ou adolescente. Engana-se, porém, quem acredita que o crime só acomete garotas. Segundo a Childhood, mais de 10% das denúncias são vindas de meninos. Vale ressaltar que este também é um problema de saúde pública que colabora com a expansão de doenças e adolescentes grávidas que procuram clínicas clandestinas de aborto, arriscando suas vidas.
        Em suma, o posicionamento mais efetivo do Estado não apenas se faz necessário como também exige ser imediato. O departamento de Imprensa e Propaganda pode ampliar campanhas nas mídias, divulgando o canal de denúncia: Disque Cem; auxiliando pais no conhecimento do assunto. Os professores e profissionais de saúde devem estar preparados para acolher e facilitar o processo. Abordar o tema e ter participação da família no processo é primordial. Assim, abre-se um espaço de confiança para a criança e o adolescente. Vale salientar que, ouvir é o primeiro passo da prevenção.