O combate à pedofilia no Brasil

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    A ocorrência de casos de pedofilia na sociedade brasileira nos últimos tempos é gritante, cada vez mais a base social sofre essa violação, que é tanto sexual quanto psicológica. Questão já abordada por grandes autores como Khaled Hosseine em "0 caçador de pipas" e a escritora brasileira Hilda Hilst no "Diário de Lori Lamby". A perda da infância gerada por essa violação acarreta em uma maturação precoce e mau estruturada, ato que se concentra em zonas de pobreza.
         A pedofilia tira a infância sem ao menos proporcionar chances de defesa a vítima, levando-a de criança ao "completo" desenvolvimento. Sem preparo mental ou físico, as chances de reversão a essa problemática se torna dificultosa por depender da acusação do lesado, que por medo, vergonha, ameaças, geradas pelo agressor reprimem-se e não expõem o acontecimento. Hosseine deixa claro essa dificuldade em seu livro, mostrando também a indiferença da sociedade ocultando informações a fim de não lidar com o problema, que se infiltra na família e não o torna público, implicando uma maior taxa de impunidade.
          Nas áreas de risco, a porção infanto-juvenil pode se tornar vítima ou ter como fuga social a utilização de seu corpo. Como citado por Hilda, Lori vende seu corpo para desfrutar-se de bens, veracidade vivida por essa porção que convive com a pobreza, situação aproveitada por pedófilos. Havendo casos até mesmo concedido pelos pais, tornado essa prática banalizada e sem  penalidade, com isso, envolvem-se também sites pornográficos que alimentam a fome do agressor a partir da vítima. A execução da pedofilia está proporcionada no anonimato da internet, gerando mais um desafio para minimiza-lo.
         Portanto, o acompanhamento familiar se torna necessário por parte dos pais e agentes sociais, principalmente em locais pobres, auxiliando-os à prevenção do crime, por parte de denuncias, e observações no comportamento da criança. É importante também que o governo crie leis que penalize indivíduos que ocultem informações, bem  como quem assiste e produz conteúdos pornográficos com menores. A formação e acompanhamento psicopedagogo é fundamental para a rede escolar, possibilitando o desenvolvimento de diversos projetos que identifique casos de pedofilia, apresentando mudanças de comportamentos perceptíveis ora em  ações ora em sentimentalidade. Vítima e família devem ser orientadas por psicológos, a fim de reconstruir a criança para a sua vivência.