O combate à pedofilia no Brasil

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    Lolita, filme britânico-estadunidense de 1962, ilustra a história de Humbert que, após a morte de sua esposa, mantém relações sexuais com sua enteada de apenas 14 anos. Fora do filme, também é perceptível casos de abuso infantil. Nesse contexto, a pedofilia está intrinsecamente ligado à realidade da sociedade brasileira, seja pela carência de monitoramento dos pais, seja pela inexistência de fiscalização dos meios tecnológicos.
       Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a falta de supervisão no âmbito familiar é uma das causas da problemática. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, 30% dos casos de violência sexual entre crianças de até 9 anos acontece no meio externo, percebendo que 70% dos crimes são executados dentro do lar. Esse cenário deve-se à insuficiência de acompanhamento na rotina dos jovens por parte dos responsáveis, facilitando o vínculo com o agressor.
       Além disso, é importante analisar o uso das redes sociais. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, as redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos mas são uma armadilha. Sendo assim, é possível afirmar que a internet é um dos meios utilizados pelos pedófilos para manter contato com crianças e influenciá-las a marcar encontros, dando início aos abusos.
       Portanto, é indispensável a adoção de medidas para a resolução do impasse. Logo, cabe ao Governo implementar palestras ministradas por psicólogos nas escolas, a fim de mostrar aos pais as técnicas de diálogo e como detectar possíveis casos de abusos. Ademais, a Polícia Federal precisa criar contas falsas nas redes sociais, com o intuito de fiscalizar e punir os crimes de pedofilia de acordo com a lei. Dessa forma, podemos mudar a realidade da sociedade brasileira. Afinal, como afirmou Paulo Freire: "Mudar é difícil, mas é possível".