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    É assustador o número de casos de abuso na infância e na adolescência. Crianças são vulneráveis a violência sexual pois sentem-se acuadas e, comumente, estão sob ameaças de um suposto agressor. Os pais tem dificuldade de identificar modificações comportamentais em seus filhos pois o abuso vem de pessoas próximas ou até íntimas da vítima. Quando há alterações ou suspeita deve-se levar em conta os diversos aspectos que rondam essa triste verdade.
         No Brasil são registrados em média 20 atendimentos por dia no Sistema Único de Saúde (SUS) segundo o acompanhamento do Ministério da Saúde. Na totalidade a maioria são meninas que estão em faixa etárias que estão antes da pré-adolescência. Esse índice exorbitante pode ser ainda maior, pois os órgãos responsáveis pelo levantamento não possuem acesso a dados suficientes para exibirem informações precisas. As vítimas estão em totalidade coagidas, ou seja, sendo ameaçadas em relação a própria integridade física ou a segurança de parentes próximos como um pai, mãe ou irmão. Outrossim, piora quando quem está por trás da violência é alguém próximo, como um vizinho ou amigo da família pois assim fica difícil a denúncia, como também a identificação ou a suspeita.
         Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. Os pais não notam a mudança comportamental nas crianças, pois são facilmente ludibriadas pelo pedófilo que as fazem acreditar ser uma brincadeira. Por outro lado a figura muda nos adolescentes, pois apesar do medo são mais astutos na hora da delação. Ademais, uma grande consequência do abuso nessa fase da vida deixa marcas irreversíveis dependendo do tipo da ação praticada. Muitas se refletem na vida adulta no âmbito sexual, por isso os que sofreram na juventude não desenvolvem uma vida sexual saudável com seus respectivos parceiros, que nesse aspecto não sentem-se confortáveis com a situação e com seus corpos. Apesar do tratamento psicológico por qual passam, as marcas da violência se mantém por londo tempo. E de acordo com Jean Paul Sartre: " A violência é sempre uma derrota".
         Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. O Estado, o Governo e a sociedade devem utilizar seus recursos e diretos para atenuar a problemática. Está em trâmite no Senado uma lei que define pena de até 10 anos para quem tem envolvimento em casos de abuso sexual de crianças e o apreendimento de bens, está lei espera somente a aprovação do presidente Michel Temer. Dessa maneira, a sociedade deve manifestar-se por meio de movimentos sociais, pela internet ou por meio de ONG's que apoiam a causa para que o Poder Executivo sancione a lei. Como também, o Governo, na figura do Ministério da Educação deve criar campanhas nacionais que incentivem as pessoas a pressionar por seus direitos e atenuar a pedofilia no Brasil.