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    Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente represente um marco jurídico importante na defesa da cidadania infantil, a persistência dos casos de crimes cometido por respectiva classe ainda se torna comum, fazendo necessária a discussão sobre o assunto. Nesse sentido, o papel escolar na formação profissional e a sua reestruturação às torna cruciais para extinguir tal problemática. 
     Os grandes índices de crimes cometidos por menores infratores se dão principalmente pelo frágil sistema educacional que hoje vigora. Sob esse aspecto, o relatório produzido pelo Conselho Nacional do Ministério Público revela que internos com idades entre 16 e 18 anos são aqueles que apresentam os maiores índices de evasão escolar. Nesse ínterim, o fortalecimento da escola integral garante o acesso a projetos sociais que, por sua vez, reduzem as possibilidades de envolvimento de menores com o tráfico de drogas. 
     Segundo Fernando Pessoa: "a ignorância é a verdadeira inocência". Nesse contexto, ausência de formação profissional adequada reduz as chances de conquista do primeiro emprego e, consequentemente, aumentam os índices de reincidência em crimes. Assim sendo, é necessário a reestruturação de medidas socioeducativas garantindo, dessa forma, a maior inserção de menores no mercado de trabalho, solucionando assim a problemática supracitada. 
     Portanto, cabe ao poder legislativo e executivo reverter esse quadro. Organizações devem oferecer serviços de qualificação aos menores infratores, por meio de cursos profissionalizantes, nas áreas de maior demanda conforme a região onde reside o reabilitando. Por fim, o governo deve investir na reestruturação inovadora das escolas públicas oferecendo alimentação, práticas esportivas, acesso à cultura e ao ensino médio técnico integral em todo território nacional. Somente assim, viríamos a veracidade das palavras de Nelson Mandela, ao falar que a educação é a maior arma que se pode usar para mudar o mundo.