O combate à pedofilia no Brasil

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    A Idade Média, chamada de período das trevas, é denominada dessa maneira por causa da grande influência da religião na sociedade da época. Talvez, hoje, também seja um período obscuro, mas pela presença de outro fator: a pedofilia. Esse tema, infelizmente, está presente em nosso meio e, para combatê-lo, é necessário quebrar o tabu que o envolve e ter, na saúde pública, um processo indispensável.
        É preciso considerar, antes de tudo, a importância do debate sobre o abuso sexual infantil. Percebe-se, rotineiramente, o preconceito acerca desse assunto e a dificuldade que os pais e as escolas têm para conversar e orientar as crianças sobre isso. Realmente, é uma questão delicada para o diálogo; no entanto, é necessário para a prevenção, uma vez que a pedofilia ocorre muito mais que o imaginado e o agressor, geralmente, é um conhecido ou parente da família, como indica o levantamento feito pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió, através de denúncias às delegacias e ao Disque 100.
        Em virtude disso, torna-se mais difícil a descoberta do acontecimento e, consequentemente, a denúncia. A maioria dos dados contabilizados são dos registrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que mostra a importância da saúde pública nesse processo. Por isso, é essencial que os profissionais desse meio estejam aptos para acolher a vítima e seus familiares e mostrarem a necessidade de levar o acontecido às autoridades. Embora caótica, essa situação de abuso é mutável por meio de algumas medidas.
        Nota-se, portanto, a importância do combate à pedofilia por meio da abordagem do assunto e da denúncia da violência. Por isso, as escolas devem acrescentar, na grade curricular, um período sobre a educação sexual, em que abordará o abuso de formas específicas para cada idade, além de convocar os pais e responsáveis para a conscientizá-los sobre a importância de manter o diálogo sobre esse assunto com as crianças e os jovens. O Ministério da Saúde, por fim, deve investir em cursos extras para os profissionais da saúde para que eles ajam da maneira correta frente à essa problemática, já que são eles que têm contato direto com as vítimas. Assim, o atual período obscuro marcado pela pedofilia, começará a ganhar luz.