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    Infância Roubada
       A atração sexual por crianças e adolescentes é denominada pedofilia, que muitas vezes está associada ao abuso sexual. As vítimas sofrem com as consequências negativas dessa violência e têm receio de denunciar ou conversar sobre o problema. No Brasil, o número de casos registrados anualmente, embora tenham decrescido, ainda são alarmantes. Nesse contexto, é preciso intensificar os meios de denúncia e garantir apoio aos menores.
       Em princípio, é notório que as tecnologias são utilizadas pelos criminosos para assediar anonimamente, com promessas e perfis falsos, porém, não é o principal meio de abusos da atualidade. O livro "Lolita", de Vladimir Nabokov, retrata o assédio feito pelo padrasto a uma criança de 12 anos. De acordo com o clássico e uma pesquisa realizada pelo D.H.P.P., 40% dos acusados têm parentesco com a vítima. Desse modo, o estupro é velado e a criança não busca ajuda com a família, pois sofre constantes ameaças.
       Por outro lado, os resquícios deixados pela violência deixam marcas que a criança leva por toda a vida. A exclusão social, transtornos físicos e psíquicos afetam o desenvolvimento do adolescente. Embora a pedofilia seja considerada crime, a OMS divulgou uma pesquisa afirmando ser uma doença, e que nem todos os portadores já praticaram o abuso. Assim sendo, é perceptível a necessidade de acompanhamento psicológico para os envolvidos.
       Portanto, como medida para punir os agressores, é preciso que o Governo Federal realize campanhas informativas na televisão e na internet, para difundir os meios de denúncia: Disque 100 e a delegacia da criança e do adolescente. Ademais, os municípios devem contar com atendimento de psicólogos nos hospitais. Por fim, os pais têm o dever de conversar abertamente com seus filhos, a fim de ensiná-los a identificar o crime e conhecer seus direitos.