O combate à pedofilia no Brasil

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    Pedofilia: 
        A OMS classifica a pedofilia como o transtorno sexual que culmina na preferência por menores de quatorze anos. Infelizmente, essa é uma situação verificada com frequência maior do que se imagina. No entanto, o combate a esse crime esbarra na dificuldade de identificação do agressor e da denúncia por parte das vítimas. Logo, devem ser adotadas medidas para minimizar ao máximo ocorrência desse tipo de violência. 
        Não é fácil reconhecer um indivíduo que apresenta o distúrbio mental que se configura no desejo de atos libidinosos por menores de idade. Essa objeção se dá por não haver um perfil definido para os infratores, já que eles são pessoas comuns, com hábitos considerados normais para o convívio em comunidade. Devido a esse fato, não é raro que o violentador seja uma pessoa próxima da família do agredido, podendo ser até mesmo um parente. 
        Nesse contexto, a condição biológica e cronológica na qual se encontra o violentado é um fator que influencia na demora para vir à tona esse tipo de caso imoral e ilegal. Isso está relacionado com a falta de conhecimento do menor sobre os abusos, pois a infância é uma fase de desenvolvimento da consciência corporal e, na maioria das vezes, não é acompanhada de educação sexual. Em função disso, as ações coercitivas dos criminosos sobre seus mártires, as quais são executadas através de chantagens para manter o sigilo das relações, são capazes de prologar o silêncio dos subordinados.
        Portanto, entende-se que a questão da pedofilia é delicada e é necessário que haja uma interação da sociedade com o Estado para preveni-la. Assim, é importante que no núcleo familiar, os pais ou os responsáveis legais pelas crianças, transmitam a elas o entendimento sobre as partes do corpo humano e as funcionalidades delas. Posteriormente, esses saberes devem continuar nas escolas como projeto educacional do Ministério da Educação. Tais condutas poderão colaborar para que os seres pré-púberes sintam-se seguros para abrirem um diálogo sobre os atos abusivos sofridos por eles. Além disso, é imprescindível realizar campanhas governamentais de conscientização social que abordem essa perversão sexual e que estimulem a denúncia de eventos associados a ela. Para isso, deve ser de sabedoria geral o número telefônico 100, ligado às violações contra os direitos humanos. Com medidas desse tipo, os índices de pederastia poderão diminuir consideravelmente.