O combate à pedofilia no Brasil

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    Desde o Código de Hamurabi a pedofilia é condenada pelas leis dos homens. Tendo sobrevivido ao longo do tempo, é fruto de prazer do pedófilo que abusando de seres indefesos, gera violência, problemas psicológicos e marcas de terror que se prolongam durante muitos anos na vida das vítimas.
         Sendo considerado pela psiquiatria como um transtorno psicológico, no qual, o indivíduo sente desejo pelo frágil e indefeso, são as crianças e adolescentes as vítimas diretas desses agressores. Da mesma forma, essas pessoas existem em todos os lugares e agem naturalmente na sociedade, são familiares, vizinhos e amigos. Segundo dados da Secretária de Segurança Pública do Estado da Bahia, 90% dos casos denunciados, a vítima apresenta algum tipo de vínculo com o pedófilo, alarmando a gravidade da problemática que é a pedofilia no Brasil.
           Do mesmo modo, a violência sexual acarreta consequências desastrosas para a vida das vítimas. Tornando-se isolados, violentos, sem rendimento escolar, com medo e vergonha de denunciar e expor o agressor, os jovens transformam na grande maioria das vezes os abusos em segredo. Em exemplo na literatura, o livro O cortiço, no qual como forma de denúncia da realidade do Brasil no final do século XIX, Aluísio de Azevedo retrata os abusos sexuais sofridos por “pombinha”, sendo a sua madrinha rica, próxima de sua família, a agressora dessa atrocidade, expondo que esse problema não é de classes sociais, nem fruto da atualidade. Por outro lado, a pedofilia não é obra de ficção, como na autobiografia de Rita Lee que a mesma confessa quando criança ter sofrido violência sexual e mesmo após décadas, o pesadelo ainda existe. De acordo com A Organização Mundial da Saúde, como reflexo dos abusos sexuais sofridos, 40% das crianças geram problemas psicológicos irreversíveis, enquanto, 10% encontram o suicídio como solução e fim de toda dor.
             Percebe-se, portanto, a seriedade da ainda existente pedofilia no Brasil, devendo ser erradicada imediatamente. Para mudança do quadro atual, a mídia, como órgão de alcance em massa nacional, afim de que haja a conscientização sobre a triste realidade brasileira, incentivar através de propagandas e novelas as pessoas a denunciarem, alertando os responsáveis a ficarem atentos a mudança de comportamento repentino das crianças. Em auxílio, ONG’s em parceria com hospitais particulares através de terapias e palestras, apoiar os jovens violentados, tratando psicologicamente e os reabilitando para recomeçar. Juntamente, a escola, como instituição de vínculo direto entre “aluno – sociedade”, deve analisar o comportamento dos estudantes, expondo a necessidade de se denunciar e a exposição de que a culpa da violência sexual jamais será do oprimido, mas sim, única e exclusiva do opressor, devendo ele se envergonhar desse ato hediondo.