O combate à pedofilia no Brasil

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    Pedofilia: herança e objetificação
      Na década de 1980, a banda “Nenhum de nós” compôs a música “Camila, Camila” com vistas à denúncia do abuso sexual vivido ainda na infância. A despeito da mobilização governamental para punir indivíduos praticantes de pedofilia, esse ato abominável não se restringe apenas a músicas, já que ainda se faz presente na vida de diversas crianças e adolescentes. Isso acontece devido à herança violenta do Brasil e à mercantilização das pessoas. Por isso, é necessário que haja reformas, a fim do estabelecimento de uma sociedade melhor para os pequenos.
      Já no início da colonização brasileira, arraigou-se uma forte violência sexual destinada aos cativos – dentre eles, negros e índios, não se excluindo as crianças e os adolescentes –. Por conseguinte, criou-se a imagem do homem como aquele que possui o direito de subjugar os que são considerados mais fracos, física e psicologicamente, basendo-se no positivismo, de Augusto Comte. Tal pensamento acabou por se estender à camada infantojuvenil que, vítima das ideias de superioridade e dominação herdadas do passado colonial, passa por um processo de deturpação de sua inocência com o objetivo de satisfazer os desejos pervertidos de certos seres humanos.
      Somado aos resquícios de uma história opressora, o sistema capitalista também contribui para a não dizimação da violência em pauta, na medida em que transforma o ser em mera mercadoria. Dessa forma, há um processo de objetificação do outro que desqualifica sua posição de ser humano e, em decorrência disso, traz a ideia de retirada de direitos básicos, como o de se negar a realizar qualquer ato sexual sem consenso. Vê-se, assim, que o pequeno cidadão se transforma em uma mercadoria cuja função é a de responder aos anseios do subjugador, afastando-se da real noção de uma infância e adolescência saudáveis – extremamente importantes para o bom desenvolvimento de um adulto mentalmente estável.
     Em suma, para que o passado seja deixado para trás e que a objetificação se restrinja a objetos, é preciso que o governo federal amplie a divulgação de campanhas educativas contra à pedofilia, como a de 18 de maio, valendo-se dos meios de comunicação - revistas, televisão, panfletos e rádios -, a fim de se estabelecer um real conhecimento acerca das evidências da consumação do crime e das medidas preventivas para os pais ou responsáveis. Além disso, o Ministério da Educação deve empreender educação sexual em todas as instituições de ensino, com o intuito de ensinar os pueris sobre seus direitos e respaldá-los, pela lei, caso haja algum ferimento à integridade deles. Assim, evitar-se-á o surgimento de novas Camilas.