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    A pedofilia é, sem dúvidas, uma das principais manifestações de abuso sexual que atinge crianças e adolescentes. Por se tratar da violência contra um público totalmente vulnerável e indefeso, no Brasil, o número de casos está crescendo, significativamente, nos últimos anos. Dessa maneira, é necessário a tomada de medidas para a erradicação dessa realidade. 
          Um  estudo reilizado pelo Ministério da Saúde em 2012, aponta mais de 7.000 casos de violência sexual contra crianças. Isso evidencia a dimensão que tal problema tem atingido. Ademais, um fator que traz mais indignação é que a maioria ocorre no interior do grupo familiar, onde agressor pode ser o padastro, o tio, um amigo da família, ou até mesmo o próprio pai da criança e a convivência acaba se tornando um pesadelo para a vítima. 
          No entanto, caminhamos lentamente a uma resolução para o problema. A falta de diálogo entre os pais e os filhos, contribui para que a violência se perdure e o agressor continue agindo, uma vez que o menor, por não ter uma estrita relação com os pais ou responsáveis, têm que enfrentar o abuso por muito tempo. Além disso, a ausência de investimentos nos diversos meios de atendimento, como os conselhos tutelares, por exemplo, também facilitam a perpetuação do impasse. 
          Portanto, é preciso que hajam medidas para resolver o impasse. O MEC deve instituir nas escolas programas de debates que envolvam alunos, pais e professores com o intuito de mostrar não só as formas de manifestação da pedofilia, mas também a importância do diálogo entre pais e filhos como maneira de acabar com o abuso. Além disso, o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde deve fornecer não apenas um acompanhamento psicológico para as vítimas, como também deve destinar recursos para qualificação dos conselhos tutelares, que tanto carecem de investimento. Dessa forma, estaremos caminhando em direção a resolução do problema da pedofilia.