O combate à pedofilia no Brasil

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    Pedofilia pode ser definida como atração sexual por crianças, e sabe-se que não é um assunto novo, desde de muito tempo vê-se o abuso de crianças e adolescentes, que há alguns séculos era considerado normal. Essa violência está inserida na sociedade, e algumas vezes em silêncio, mas felizmente está ocorrendo uma grande conscientização e o número de denúncias estão aumentando. Esse problema social deve ser tratado pela família da vítima, autoridades e pela sociedade.
     Esse abuso contra a criança ou adolescente geralmente é promovida dentro de casa, onde os agressores são os pais, padrastos, tios ou outro membro da família, em geral indivíduos que possuem fácil acesso a vítima. O agressor conquista a confiança dessa criança e assim realiza sua agressão, trazendo grandes problemas físicos e psicológicos para a vítima, que fica intimidada em levar o acontecimento para outras pessoas de confiança. Essa criança ou adolescente é muito vulnerável e deve ser ouvida, para que não haja outro episódio de abuso.
      O dia 18 de maio é conhecido nacionalmente como o "Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes", essa data foi escolhida após um caso que ocorreu em 1973 com uma menina de 8 anos, que foi sequestrada, violentada e assassinada no Espírito Santo, e seus agressores nunca foram punidos. A proposta desse dia é conscientizar, informar e convocar a sociedade para participar da luta dos direitos sexuais das crianças e adolescentes, para livra-los do abuso e exploração sexual. 
      No Brasil, segundo a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, por meio de um canal de denúncia o Disque 100, só nos anos de 2015 e 2016, ocorreram mais de 37 mil casos de abuso e violência, na faixa etária de 0 a 18 anos, onde 72% é referente a abusos sexuais. O perfil das vítimas sendo 67,69% são meninas e 16% meninos, e o agressor corresponde a 62,5% sendo homens entre 18 e 40 anos. Além disso, não a definição de uma classe social mais frequente, todas as crianças independente de raça ou classe são afetadas.
     Assim, deve-se fazer mais campanhas de conscientização para a sociedade, com campanhas informativas, para difundir ainda mais o Disque 100, além disso, uma criação um monitoramento pela internet, punições mais rigorosas, para que todos saibam a importância de se combater esse mal e que os criminosos não podem ficar impunes pelos seus atos. A família deve sempre ter um diálogo com as crianças e adolescentes, perceber as mudanças de comportamento, e sempre ouvi-las, pois esse crime deixa marcas para a vida toda. Assim como a escola, deve estar sempre atenta a qualquer conversa e tentar ajudar essas vítimas, incentiva-los a conversar, mantê-los em um ambiente de segurança, e também ensina-los a conhecer seu próprio corpo, para evitar os abusadores.