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    Cerca de 20 crianças de zero a nove anos de idade são atendidas a cada dia nos hospitais do sistema único de saúde no país, após terem sofrido algum tipo de violências sexual. Percebe-se que a pedofilia no Brasil é um crime diário e precisa ser encarado de forma contundente. Nesse contexto há um conjunto de fatores que não podem ser negligenciados: a conscientização da família e sociedade sobre a problemática e necessidade de denúncia e a ampliação de políticas públicas que atuem de forma incisiva no combate a esta violência.
     Em primeira análise, cabe apontar que em uma grande parcela dos casos de violência o agressor é conhecido da vítima ou da família e por isso o crime pode ser ocultado. Comprova-se isto, pois segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 26,5% dos casos de abusos entre crianças, o provável autor foi um amigo ou conhecido da vítima.
      Dessa forma, vê-se que há necessidade de conscientização da família, escola, hospitais e etc,  sobre os riscos existentes de abuso infantil dentro do seu círculo social e dos sinais físicos e psicológicos que a criança apresenta quando esta sendo ameaçada ou agredida.
     Portanto medidas são necessárias para combater essa problemática. O Ministério da Saúde tem papel importante na ampliação de políticas públicas, podendo utilizar-se de várias ferramentas para acabar com violência sexual infantil como: o uso de propagandas televisivas alertando sobre os sinais apresentados pela criança abusada, divulgação e aumento os meios de denúncias, ampliação de projetos sociais para o acolhimento da criança e família com uma equipe interdisciplinar e engajamento da escola. Logo, pode-se afirmar  que o combate a pedofilia no Brasil é uma parceria entre o governo e sociedade, sendo necessário o reconhecimento da alta taxa de incidência deste crime hediondo e portanto a atuação incisiva de todos.