O combate à pedofilia no Brasil

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    Inocência em risco                                
         Com frequência veiculam nas mídias crimes contra crianças, chocando a opinião pública. Dessa forma, a pedofilia e a exploração sexual infantil são delitos hediondos que precisam ser combatidos de forma incisiva, não deixando impune os agressores. Estes, por sua vez, não possuem um perfil bem definido, podendo ser qualquer pessoa. É imprescindível, portanto, identificar os possíveis riscos, a mudança de comportamento nos meninos e meninas e a educação precoce sobre a noção de sexualidade.
         Os dados de violência praticada contra menores são um fato marcante. Ainda assim, são apenas uma pequena parcela do todo. A subnotificação desses agravos é premente. O enfrentamento desse problema, contudo, se inicia com a identificação do ato. A inocência e a falta de entendimento do que está acontecendo pode torná-los a vítima perfeita, chegando a nunca realizar denúncia.
         Outro ponto importante são os de casos de pedofilia envolvendo igrejas, praticados pelos pais e pessoas próximas. O sadismo que é imposto aos infantes pode transformar suas vidas, tornando-os introvertidos e abalando profundamente suas relações sociais. Salienta-se que esta prática afeta todas as esferas sociais, sendo mais marcante nas famílias de menor renda, onde há, inclusive, incentivo a exploração sexual, como complemento de renda familiar.
         Assim, medidas que visem identificar ou coibir tais ações devem ser postas em prática. A família, ficar atenta aos sinais demonstrados pelas crianças, com a mudança de comportamento. Conselheiros tutelares e profissionais de saúde atuantes nos municípios, com treinamento por psicólogos para identificarem prováveis casos de agressão. Ampla divulgação, por meio da mídia televisiva, dos canais de denuncia. Assim como, fiscalização por parte das polícias, dos locais de exploração sexual infantil. Dessa forma, atuando preventivamente não ocorra ações instintivas, onde o homem seja lobo do homem, como posto Hobbes.