O combate à pedofilia no Brasil

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    Em Atenas, na antiguidade, a mulher não possuía direitos, era oprimida e confinada em casa pelo seu marido. Assim sendo, a sociedade é fruto de um cultura patriarcalista, em que a mulher é considerada inferior, frágil e incapaz, ademais, ela é vista como um objeto a ser dominado. Hoje, o abuso e a violência sexual são problemas sociais graves na população brasileira, os quais ocorrem principalmente com o sexo feminino. Essa questão vem querendo uma maior atenção por parte dos brasileiros, levando-se em consideração os aspectos humanos e sociais.
         A pedofilia é um assunto tabu em nossa sociedade, muitas vezes, negligenciada pelo fato dos indivíduos não terem o conhecimento e a informação necessária para lidar com esse caso. Além disso, é importante ressaltar a visão restrita frente a vítima e da vítima sobre ela mesma, pois muitos acham que essa condição de exploração é algo normal. Há também uma enorme dificuldade de se reconhecer o agressor, dado que não há um perfil; entretanto, grande parte são pessoas próximas, como o pai e a mãe, o que é ainda mais complexo. O Disque Direitos Humanos (Disque 100) já recebeu cerca de 180 mil denúncias de violação dos direitos da criança e do adolescente, 26 mil são de  exploração e abuso sexual, grande parte por meio de meninas. O pacto do silêncio deve ser quebrado, a vítima tem que acreditar na sua voz e deve ser ser acolhida pela sociedade em geral para que esse grande problema comece a ser solucionado. 
         A sexualidade ainda é um assunto muito desafiador para todos, entretanto, ela está intrínseca nela mesmo, por isso é fundamental falar sobre esse ponto com o adolescente e com a criança. É necessário que todos estejam preparados para escutar, uma vez que, esse é o primeiro passo da prevenção, segundo a Doutora Albertina Duarte. Desse modo, é, também, fundamental que a criança e o adolescente estejam preparados para falar sobre o acontecimento com confiança, por isso é de tal importância que não só a sociedade, quebre esse tabu afim de lidar com essa triste realidade, mas também que as instituições de proteção e a saúde pública estejam dispostos a dar total suporte para os menores. 
         Os direitos humanos da criança e do adolescente devem ser respeitados. Por isso, é imprescindível, que o Governo Federal junto com a rede de proteção (como o conselho tutelar, delegacias, e o ministério público) crie um programa de assessoria voltado exclusivamente para  casos de pedofilia, visando uma maior proteção às vítimas. Além disso, é fundamental que as escolas tenham aulas de educação sexual para que o aluno tenha um conhecimento e um controle maior sobre o seu corpo. Sobretudo, é indispensável que as famílias instruam as crianças sobre sexualidade, naturalmente.