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    Direito à vida, saúde, alimentação, educação, respeito, lazer, convivência familiar e comunitária. Estes são os principais direitos garantidos às crianças e adolescentes brasileiros pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Porém, em contrapartida, vislumbra-se diariamente nas redes midiáticas casos de abandono, negligência, agressão psicológica e física. Entre os maus tratos há também a questão da pedofilia. Esta refere-se a adultos que se sentem atraídos por crianças e/ou adolescentes, podendo ocorrer o ato sexual não consentido. Desse modo, é inegável que a sociedade precisa desenvolver meios que contribuam para uma nova realidade infantil. 
           A Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef), retrata com dados estatísticos que a cada hora, cinco meninos e meninas sofrem algum tipo de brutalidade e, que 80% dos agressores são parentes próximos, amigos e conhecidos da família. Isso significa que o pesadelo acontece no ambiente que deveria ser o mais seguro para as crianças. Contudo, elas passam a conviver com o agressor, sentindo medo constante e sofrendo em silêncio. 
          Tais características trazem inúmeras consequências para os pequenos. Afetam no desenvolvimento das funções cognitivas e emocionais, na dinâmica escolar e social, ocasionam traumas, o que pode acarretar na vida adulta em transtornos mentais, físicos, agressividade, depressão, propensão à suicídios e crimes. Assim, fica claro que os meninos e meninas merecem mais atenção da sociedade, para que possam ter uma infância saudável e um futuro brilhante. 
         Portanto, medidas intervencionistas devem ser tomadas pelo Governo e seus cidadãos, a fim de combater a pedofilia no país. A princípio, as famílias precisam conversar abertamente sobre o abuso sexual com seus filhos, ensinando-os a identificar as situações inapropriadas e a pedir ajuda. É importante que as escolas se unam nessa causa para intensificar o ensinamento dos pais, assim, as aulas de biologia ou educação sexual devem frisar tal tema. Por fim, o Governo deve fortalecer a lei, elaborando medidas drásticas para os pedófilos, aumentando o tempo de prisão, por exemplo. Dessa forma, é possível que a médio prazo haja mudanças na realidade infantil brasileira.