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    Em um pais com dimensões continentais, o fantasma da pedofilia pode estar bem próximo. As políticas públicas de combate ao abuso de crianças e adolescentes evoluem, mas isso supri a necessidade de solução no âmbito penal, cultural e social?
    A Legislação passa por mudanças relacionadas as formas de prevenção e de penas as práticas criminosas de pedófilos. Com foco na proteção dos jovens, delegacias especializadas foram criadas, bens de indiciados nesse tipo de crime são sequestrados e tem valor revertido para o próprio combate, e métodos de investigação por meio de plataformas digitais já são estudados. 
    O jovens costumam dialogar com mais franqueza em ambientes digitais, muitas vezes por receio de expor a situação ao familiares. A cultura do silêncio predomina nos casos em que agressores são da mesma família de suas vítimas. A vergonha ou medo, levam essas vítimas a permanecerem no anonimato, sem se quer passarem pelas grossas estatísticas de abuso no Brasil. 
    O tema é tratado como tabu nos diversos níveis sociais. A criminalização da vítima, pode ser um dos principais fatores contribuintes para que mais sujeitos permaneçam rodeados pelo quarto de vidros escuros que é o assunto dentro das rodas de família. Porém, não é o único, o machismo e autoritarismo presente nos traços de personalidade de determinados agressores, são também agravantes traumáticos para as vitimas que as vezes sofrem os abusos por longos períodos. 
    Portanto, o alto nível de impunidade no Brasil gerado por leis frouxas, burocracia e preconceito ainda serve de alimento para tabus sociais e culturais que tornam a prática desse tipo de crime ainda comum em meios familiares.