O combate à pedofilia no Brasil

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    Pitágoras, grande matemático grego, diz em um momento célebre de sua vida, que é preciso educar as crianças para não ser necessário castigar os homens. Quiçá hoje ele percebesse oportuna sua citação. A postura de muitos brasileiros frente à pedofilia é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do abuso infantil, ligada profundamente à realidade do país.
        Em primeiro lugar, é evidente que o elevado índice de estupro contra crianças amedronta a população. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde concluiu que pelo menos 20 pequenos de zero a nove anos são vítimas de violência sexual por dia. Além disso, pesquisas revelam que, normalmente, os réus são parentes e convivem com o menor. De maneira análoga, é possível perceber o trágico dilema enfrentado pelas famílias; uma vez que o número anteriormente citado cresce a cada ano.
        Em segundo lugar, é indubitável que o problema está longe de ser solucionado. Conforme Jean Paul-Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nesse contexto, é importante notar que no Brasil, mesmo existindo leis que protegem as crianças, muitos ainda insistem em praticar tal crime. Também, parte dos cidadãos se utilizam da inocência e fragilidade de um menor para obtenção de prazeres.
        Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe ao Governo Federal criar uma ouvidoria pública e online para denúncias anônimas a fim de investigá-las, protegendo a identidade e integridade das famílias. Outrossim, a população deve se mobilizar nas redes sociais, com o fito de conscientizar os mais velhos sobre as consequências da pedofilia. Por fim, o Poder Legislativo deve intensificar as leis que defendem os infantis, aumentando as penas de forma significativa. Dessa maneira, o Brasil poderá se tornar um país que Pitágoras pudesse se orgulhar.