O combate à pedofilia no Brasil

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    " O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças". A frase do sociólogo Gilberto Freyre explicita à importância dos cuidados com as crianças em relação a pedofilia infantil já que este é um dos malês da contemporaneidade. Portanto, o problema advém do receio dos pais em conversar sobre o assunto com os filhos e a erotização precoce ocasionada pelas mídias.
         É importante pontuar, de início, que os pais são os principais formadores educacionais e deveria ser em casa o local de maior segurança dos filhos. No entanto, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), na maioria dos casos, o abuso sexual acontece em casa. Sem orientações sobre sexo e a importância dos cuidados com o corpo sendo ensinados, infames não distinguem carinho de abuso e acabam sendo vitimas de padrastos, pais, vizinhos.
             Acresce-se a isso, ainda, que mídias propulsionam a erotização e estimulam a pedofilia, acelerando fases do desenvolvimento infantil com forte apelo sexual na publicidade, novelas, músicas. O que deveria, no entanto, ser revertido na repercussão de casos e agindo como denuncia, assim como ocorreu nos casos de pedofilia envolvendo altos escalões da Igreja Católica.
             Infere-se, portanto, que diferente do que ocorria na Grécia Antiga- o sexo com crianças era considerado normal- hoje a pedofilia infantil é crime e necessita ser combatida. É necessário que haja campanhas informativas nas mídias para difundir canais de denuncia como o Disque 100 e Delegacias da criança e do adolescente. Além disso, o Ministério da Educação deverá fornecer palestras as escolas sobre o assunto, atentando-se, também, para o apoio e segurança das vitimas. Por último, mas não menos importante, é crucial o papel da família ao estabelecer desde cedo o diálogo com os filhos sobre educação sexual, de modo que estes saibam reconhecer agressões e possam denunciar caso elas ocorram.