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    Rede de proteção social
          De acordo com a OMS, 20% das mulheres até 18 anos já sofreram algum tipo de abuso sexual, isso releva a abrupta realidade que o tecido social enfrenta. Por isso, se mostra necessário o combate à essa triste realidade que pode ser combatida através de dois princípios básicos: a quebra do silêncio e o acolhimento da vítimas.
          Apesar de todos os casos de pedofilia relatados, não se sabe ao certo seu real número, devido ao pacto de silêncio que é estabelecido pelo agressor, usando a vulnerabilidade da vítima. Sob esse aspecto, sabe-se também que em muitos casos o agressor é alguém muito próximo ou até da família da vítima e isso é um agravante para que o relato dos abusos seja feito.
          Outro ponto que convém analisar é a forma de acolher as vítimas que contam sobre os acontecimentos, elas precisam de todo o apoio e ajuda para que se tomem as cabíveis providências, a fim de que o agressor seja punido e que os abusos cessem. Além de explica-lá que ela não teve culpa de nada, e sim, foi vítima de uma violação e que será feito de tudo para protege-lá de possíveis próximos ataques.
          Portanto, é notável que toda a população deve ser preparada para ouvir e acolher as crianças vítimas da pedofilia orientando-as com o objetivo de quebrar os tabus da sexualidade e mostrar para elas que nada deve ser feito ao seus corpos sem permissão. Tal conscientização deve vir das escolas; dos órgãos de saúde; das famílias, do primeiro lugar que a criança relatar os abusos e logo em seguida a denúncia deve ser feita no Disque Cem formando uma rede de proteção para todas essas crianças.