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    O investidor e palestrante Roy Bahat faz um panorama sobre o futuro do trabalho no mundo, apontando que a automatização e digitalização das tarefas é uma ameaça à estabilidade de certos empregos e funções. Tal cenário, pode acarretar no fechamento de postos de trabalho, saturação do mercado e, por fim, o agravamento do desemprego e da pobreza no Brasil. Desse contexto, o empreendedorismo emerge como uma saída válida para superar essa problemática, revertendo a situação de caos e promovendo a ordem e harmonia social. Nesse sentido é vital promover a atitude empreendedora no país, tanto pela autonomia que este confere, quanto pelo fortalecimento econômico.
           No que concerne ao primeiro ponto, é coerente pensar que o trabalho autônomo é uma ferramenta de fortalecimento econômico, atuando como agente de redistribuição financeira. A respeito disso, o economista brasileiro Paul Singer afirma que o empreendedorismo é a principal ferramenta de distribuição de renda de uma sociedade. Posto isso, observa-se seu potencial restaurador e equalizador, de modo a auxiliar no combate a problemáticas sociais de cunho maior: a desigualdade e a pobreza. Nessa ótica, o empreendedorismo amplia a parcela da população detentora de renda, assegurando a estabilidade da economia do país e garantindo integração. Desse modo, torna-se evidente seu papel de inclusão social ao facilitar o acesso a renda a grupos que outrora não a teriam.
          Já em relação ao segundo ponto, é coerente pensar que o empreendedorismo é um mecanismo promotor do resgate social de grupos menos favorecidos. Acerca disso destaca-se o "empreendedorismo social", isto é, uma modalidade empreendedora na qual os lucros perdem o protagonismo e seu valor é pautado na transformação de uma realidade social, reinventando os modelos já existentes. A partir disso, infere-se que o trabalho autônomo não é simplesmente uma estrutura reprodutora dos padrões sociais, porém, um agente transformador da realidade de uma comunidade. Isso é visto nas ações que pautam populações carentes e marginalizadas e atuam combatendo a pobreza e carência, bem como os demais fatores desestruturantes. 
    
          A par do que foi apresentado, cabe uma reflexão acerca de medidas capazes de implantar um empreendedorismo eficiente e renovador no Brasil. No tocante a isso, é dever do poder legislativo, visto que esse é o órgão responsável por elaborar normas e instituir regras, propor a inclusão da disciplina do empreendedorismo no currículo educacional comum, principalmente suas modalidades sociais. Isso pode ser feito por meio da deliberação em assembleias de modelos que atualmente geram frutos em países como Finlândia e Inglaterra. Tudo com o objetivo de conferir aos jovens o espírito autônomo, enquanto possibilita o fortalecimento de uma cultura transformadora de inclusão e participação.