O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Na obra cinematográfica “O menino que descobriu o vento”, é retratada a história de William, um garoto que vive numa região pobre africana que enfrenta problemas como a seca e a fome. Nessa triste realidade, William procura transformar seu cenário social utilizando a ciência para melhorar o sistema de irrigação e assim garantir a colheita de sua família. Fora da ficção, é possível perceber uma intrínseca relação entre a inovação retratada na obra e a mudança social decorrente da mesma, sendo o empreendedorismo uma forma inovadora de transformação social e combate à pobreza que deve ser incentivado na busca de novas soluções para os problemas da sociedade.
           A princípio, ressalta-se que, de acordo com o jornal “O Globo”, o empreendedorismo tem crescido exponencialmente no Brasil nos últimos anos. Esse fato mostra como o perfil do brasileiro tem passado por mudanças na busca por novas oportunidades e pelo crescimento pessoal e profissional dentro do mercado de trabalho. Dessa forma, é perceptível que as alterações supracitadas tem relação com o desenvolvimento social, algo que deve ser estimulado, a fim de melhorar a qualidade de vida do brasileiro como um todo.
           Outrossim, embasado no pensamento do sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade comporta-se como um grande organismo social, cujas partes devem funcionar em harmonia em prol do bem-estar comunitário. Em analogia, depreende-se que o empreendedorismo é estimulante para o equilíbrio do corpo social, tendo em vista que incita a geração de empregos e consequentemente oferece mais condições para a população economicamente ativa, o que contribui diretamente para o melhoramento da condição de vida de classes sociais menos favorecidas.
           Infere-se, portanto, a premência de buscar meios de estimular o empreendedorismo no Brasil. Para isso, é de suma importância que o Governo Federal, em parceria com empresas privadas, busque desenvolver um projeto de incentivo a criação do próprio negócio para pessoas em desvantagem social, por meio da oferta de benefícios e incentivos fiscais, a fim de corroborarem com a criação de novas empresas, visando a melhorar a qualidade de vida das classes desfavorecidas. Ademais, segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma o mundo, desse modo, é inteligível que o Ministério da Educação, deve promover uma campanha de valorização do empreendedorismo nas escolas públicas e privadas, com o objetivo de estimular o perfil empreendedor nas crianças e jovens, para que no futuro as novas gerações possam contribuir para a harmonia social durkheimiana, pelo intermédio de ideias inovadoras para o mercado.