O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Desde seu início, o sistema capitalista, consolidado através das revoluções industriais, visa, sobretudo, ao lucro. No entanto, apesar da base ideológica do capital se manter a mesma, passou a existir um desejo de progresso no que diz respeito ao âmbito de desenvolvimento social, que vai além disse obter um saldo positivo financeiro. Nesse sentido, o empreendedorismo social surgiu com vistas à promover mudanças sociais, sendo realizado por grandes multinacionais ou até mesmo por indivíduos vulneráveis socialmente, os quais buscam melhor qualidade de vida. Desse modo, é perceptível que ações nesse sentido mais humano, as quais promovem avanços na vida dos indivíduos, realizadas pela iniciativa privada, é uma evolução importante e, sobretudo num país como Brasil, permite suavizar as consequências das falhas do Estado no atendimento à população.
        No ano de 2014, começou-se a perceber os efeitos de uma recessão econômica brasileira que gerou a alta dos preços e um crescimento expressivo na quantidade de desempregados no país. Devido à diminuição das vagas de empregos, muitos trabalhadores tiveram que optar por uma nova forma de subsistência, o que ocasionou o aumento de microempresários. Nesse contexto, muitos conseguiram prosperar nessas atividades e deram continuidade da sua vida profissional no ramo empresarial, o que, em alguns casos, possibilitou a esses indivíduos ascenderem financeiramente e, em outros, não houve resultado devido, principalmente, à falta de incentivo do governo. Dessa forma, caso houvesse melhores condições para empreender, a realidade social do país poderia ser melhor..
    . Além disso, há formas mais tradicionais que podem ser inseridas nesse âmbito econômico-social. Uma delas, por exemplo, é a cooperativa que se resume à união de pequenos produtores, os quais atuam ativamente nas decisões dessa e visa uma melhor qualidade de vida para os seus membros. Além disso, cada vez mais, grandes grupos empresariais se associam a essas cooperativas como uma forma mais sustentável de obter sua matéria prima e, além disso, fazem propaganda acerca dessa ação com o intuito de formar uma imagem positiva da empresa frente aos consumidores.
       Portanto, é fundamental que empreendimentos que buscam progressos sociais sejam mais difundidos no país. Para tanto, cabe ao BNDES -Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- atuar na facilitação do acesso ao crédito para as empresas que participam do processo de melhoria dos índices sociais, incentivando, dessa forma, desde ao pequeno ao grande empresário que fazem parte dessas mudanças. Por fim, as cooperativas devem receber auxílio dos governos locais nos processos burocráticos a partir de consultorias para empreendedores gratuitas, além da promoção de palestras nas comunidades em que há a potencialidade para a existência dessas associações.