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    Economia e liberdade
          Na obra "Capitalismo e Liberdade", o nobel de economia, Friedman, destaca a importância de uma sociedade de mercado que permita aos indivíduos a prática da atividade econômica, ou seja, empreender. Percebe-se, pois, que tomando o termo "liberdade" em sentido maus amplo, pode-se considerar o empreendedorismo como forma de desatar-se dos vínculos que perpetuam a pobreza, alternativa essa que pode colaborar para o crescimento econômico do Brasil e para a melhoria das condições de vida de parcela significativa da população. 
    
          Por primeiro, é importante notar que antes da modificação da ação prática na economia é preciso uma mudança na forma como os indivíduos se veem em sociedade. Ora, se não há a ideia de que cada ser é autônomo e livre, dentro da norma estabelecida, para atuar como motor de transformação social, a mudança não ocorre. Entretanto, a dúvida que fica é: quem dará início a toda esse processo? Friedman novamente responde: a evolução do sistema de capital, já que ao perceber a rentabilidade e os benefícios do enriquecimento de uma população, o mercado, auto regulável, atualiza-se-á.
    
          Outrossim, pode-se questionar a presença do Estado nesse cenário, mas sua função principal é "ditar as normas", ou seja, proteger a liberdade dos indivíduos, desburocratizar e garantir que pessoas e/ou grupos de baixa renda tenham acesso a crédito para edificar um negócio. Desse modo, é simples perceber que a primeira "amarra quebrada" é a do pensamento vinculado à miséria, posteriormente se dissolvem os empecilhos legais que dificultam os pequenos grupos de crescerem economicamente, prosperar e eliminar a pobreza que ainda assola o Brasil.
          Dado o exposto, acredita-se que uma das melhores formas de se erradicar a miséria em um país é por meio de uma geração eficaz de renda, nesse caso, pelo ato de empreender. Assim, a iniciativa privada, a cumprir seu papel social, pode colaborar compartilhando experiências, concedendo crédito e apoio às associações que desejam iniciar um empreendimento, de modo a garantir-lhes mais chances de eficácia na empreita. Consoante a isso, é importante que o Estado cumpra o dever de assegurar a liberdade dos indivíduos seja ela de pensar, agir ou econômica. Com tais medidas, é mais palpável uma realidade mais justa e feliz no Brasil.