O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Segundo Oscar Wilde - escritor francês - a indignação é indispensável para o progresso. Nesse contexto, temos os empreendedores sociais que, entre os vários focos, tentam trazer mudanças às situações críticas de pobreza brasileira. Entretanto, tais iniciativas, indispensáveis para a diminuição da miséria,  muitas vezes, apresentam falhas de permanência no Brasil. Dessa forma, é fundamental analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade nacional.
      A principio, o negócio social é indispensável para o desenvolvimento econômico da população baixa renda. Parafraseando Thomas Hobbes -filósofo contratualista- o Estado é gestor dos interesses coletivos. Entretanto, a perspectiva de Hobbes, muitas vezes, não se reflete no cotidiano empresarial nacional, uma vez que o Poder Público inibe o funcionamento dessas empresas por meio de altas taxas burocráticas, como evidencia o relatório do Sebrae ao destacar os tramites do país como um dos maiores desafios para o empreendedor brasileiro. Consequentemente, o número de empresários sociais tende a diminuir e o índice de população em situação de pobreza -dependente de tal estrutura para empréstimos e incentivos econômicos- tende a aumentar.
      Ademais, os cidadãos brasileiros, muitas vezes, não adentram ao empreendedorismo social - essencial para combater questões como a miséria. Segundo Zygmunt Bauman, em seu livro "Modernidade Líquida", a sociedade está cada vez mais individualista. Tal perspectiva sociológica é evidenciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar que mais de 50 milhões de habitantes estão em situação de pobreza, e mesmo com tal dado, a maioria dos proprietários não se engajam em causas sociais, pois pensam que tal ato diminuirá o lucro das suas empresas. Consequentemente, o índice de pobreza tende a aumentar sem intervenção de empreendedores capazes de mudar tal cenário, caracterizando à sociedade líquida de Bauman.
      Portanto, medidas são necessárias para o sucesso dos empresários sociais frente à diminuição da pobreza brasileira. Dessa forma, é fundamental que o Poder Público por meio do Ministério da Economia garanta a estabilidade das empresas, garantindo benefícios fiscais aos empreendimentos sociais para incentivar a permanência e surgimento de novos. Somando-se a isso, é necessário que o Ministério da Educação influencie na cultura do auxilio comunitário entre os brasileiros, colocando o engajamento social característica como um dos fatores para ingresso na universidade pública, gerando maior participação da população mais jovem. Talvez, dessa forma, seja possível garantir a permanência do eixo empresarial social para a diminuição da pobreza do país.