O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Os burgos medievais foram as primeiras formas de comércio do capitalismo moderno. Sabe-se, desde então, que esse sistema econômico sofreu diversas adaptações e melhorias administrativas que obtiveram ganhos que vão além da questão financeira. Nesse viés, no atual cenário brasileiro, observa-se o papel do empreendedorismo social no combate à mazelas do país, como a questão da pobreza. Isso ocorre, principalmente, devido a ´´humanização´´ do capitalismo, bem como o retorno econômico às empresas envolvidas.
      Antes de tudo, é importante destacar a aderência hodierna do setor privado à causas sociais. Isso porque o sistema capitalista passou por transformações, ao longo da história, que o tornou mais ´´humanizado´´. A esse respeito, o Dadaísmo, em contexto de duas guerras mundiais, valorizava o irracional e a loucura, nas artes plásticas, como ironia à racionalidade destrutiva desse sistema de  produção. Contudo, no século XXI, o empreendedorismo social tem demonstrado outra faceta desse sistema econômico, um aspecto mais solidário e essencial para o combate à pobreza. Como exemplo, pode-se citar o financiamento de empresas privadas em processos de dessalinização da água para abastecimento de populações no sertão nordestino. Dessa forma, percebe-se que o capitalismo, tornou-se um aliado, junto ao estado, na assistência social. 
      Outrossim, vale também pontuar a importância dessa temática na valorização da empresa. Nota-se, por exemplo, que, da mesma forma que a imagem do setor privado pode se manchar com práticas ilícitas frente aos consumidores, ações que cultivam assistência social, por outo lado, potencializa as vendas e os lucros. Nesse sentido, afim de ilustração, pode-se citar o empenho da empresa de cosméticos ´´ Natura`` no reflorestamento e combate à degradação ambiental na última década. Tal atitude demonstrou-se satisfatória e benéfica para as vendas dessa instituição privada. Portanto, percebe-se que diversos setores da sociedade ganham com a disseminação dessa prática. 
      Diante do exposto, fica visível o papel do empreendedorismo no combate à pobreza no Brasil. Para potencializar essa prática e mitigar as desigualdades sociais, é essencial que o governo federal, na visão do presidente da Republica, fomente o assistencialismo privado no país. Isso poderá ocorrer mediante a redução de taxas de juros e incentivos ao crédito para os investidores que aderirem à causas sociais, como o combate à fome. Tudo isso com o intuito de erradicar a pobreza e estreitar as disparidades socioeconômicas no Brasil. Além disso, é fundamental olhar clínico da população sobre as ações filantrópicas das empresas na hora de consumirem os produtos para que se potencialize a ocorrência dessas atitudes na sociedade. Assim, o capitalismo se perpetuará com mais humanidade.