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    A análise do contexto histórico de nosso país, permite inferir que o empreendedorismo social e o combate à pobreza é uma problemática paradoxal. Se, por um lado houve avanços sociais, aumento de salários e acesso a moradias, entretanto, por outro lado, ainda existe uma grande parcela da população na linha da pobreza.
        Primeiramente, é indubitável que houve avanços na história de nosso país, como a Constituição Cidadã de 1988, que trouxe muitos benefícios ao brasileiro: acesso a educação, liberdade e cidadania. Somado a isso, projetos criados pelo governo no início dos anos 2000 como a Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, ajudaram inúmeras comunidades a superar a fome e a pobreza, além de trazer mais esperança as pessoas. Dessa forma, a população brasileira teve mais autonomia e mobilidade dentro da sociedade, conquistando muitos direitos trabalhistas e condições financeiras para viver bem. No entanto, somos mais de 200 milhões de brasileiros segundo o IBGE, e infelizmente nossa política continua sendo excludente (como na política do Brasil Imperial), gerando milhares de marginalizados, excluídos e pobres nas nossas cidades.
         Outrossim, atualmente, é notório quando viajamos para outros Estados no Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo percebermos o tamanho da mazela do contraste social: de um lado prédios milionários, piscinas de chão, quadras de tênis e carros de luxo; do outro lado esgoto a céu aberto, casas empilhadas, lixos e miséria. Tal fato deplorável, é evidenciado com propriedade no livro Diário de uma favelada da escritora Carolina Maria de Jesus, que mostra a realidade de criar seus filhos em meio a pobreza e a marginalização da favela do Canindé, em São Paulo. Nesse sentido, é triste vivermos em um país tão desigual, o qual a prioridade dos atuais governadores estão no empreendedorismo de grandes empresas que visam somente o lucro para movimentar a economia, e todavia, esquecem do básico: milhares de brasileiros necessitados, precisando de alimentos e condições básicas de saúde para sobreviver.
           Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar o empreendedorismo social e amenizar a pobreza no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Fazenda ao lado do Governo Federal visitar as favelas do Rio de Janeiro e São Paulo e verificar a realidade das regiões Norte e Nordeste, a fim de que entendam a grande mazela social que os cidadãos estão vivendo, e que assim possam realizar medidas efetivas, tais como: investir 10% do PIB em projetos empreendedores dentro dos subúrbios e bairros pobres, ademais ampliar projetos como Minha Casa Minha vida e Bolsa Família será fundamental para diminuir a pobreza no Brasil.