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    Desde a promulgação da Constituição de 1988,busca-se construir uma sociedade livre,justa e igualitária.Nesse sentido,o empreendimento social surge como ferramenta essencial para atenuar a pobreza no Brasil.Entretanto,tal setor empresarial enfrenta grandes entraves que impedem sua plena atuação.Diante disso,é fundamental analisar como a sociedade individualista e a falta de incentivo Estatal provocam à problemática em questão.
       De início,é importante destacar o impacto da conjuntura individualista.Acerca dessa premissa,com o advento do capitalismo as pessoas estão cada vez mais em busca de lucros,dispondo de uma tendência de não se importar com os pobres e necessitados de recursos.De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman,os seres humanos possuem como único fim a si próprio agindo de forma indiferente com o sofrimento do próximo.Sob esse viés,o número de empreendedores sociais no país são poucos e precisam da colaboração do corpo social para reverter o quadro dos necessitados.
      Ademais,cabe ressaltar a falta de incentivos do Poder Público.Uma vez que as empresas que investem em ações sociais enfrentam dificuldades para a obtenção de créditos bancários,a exemplo de altas taxas de juros e prazos curtos para pagamento.Em consequência disso,a pobreza só cresce no Brasil,conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto de Pesquisa e Estatística),cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em situação de miséria.Logo,fica claro a necessidade de ações mais efetivas do Estado para ampliar as empresas sociais.
      Dessarte,infere-se que o setor empresarial social precisa vencer a visão individualista contemporânea e a inérciade incentivos Governamentais.Assim,cabe ao Ministério da Educação investir na formação ética e coletiva dos estudantes,por meio da ampliação de programas de cunho socioeducativo,tal como o "Programa Semente" que estimula o pensamento cidadão e fraterno dos alunos,para que assim seja possível formar pessoas mais solidárias.Outrossim, o Poder Executivo deve facilitar e oferecer subsídios para as corporações,por intermédio de parcerias público-privadas com os Bancos,a fim de expandir os negócios sociais.Desse modo,o Brasil conseguirá combater a pobreza e tornará a sociedade mais justa e igualitária.