O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Em meados do século XXI, com a ascensão do neoliberalismo, surge no estado norte-americano da Califórnia a Apple, fundada por Steve Jobs e um colega. A multinacional nasceu a partir de uma invenção da dupla, que posteriormente foi rejeitada por grandes empresas, logo tiveram de recorrer à iniciativa própria para se lançar no mercado e consolidar a "maçã". Paralelamente, pode-se inferir o grande papel hodierno do empreendedorismo, que assumiu outra importância ao atingir a esfera social, agindo através da filantropia e altruísmo na tentativa de superação das desigualdades sociais. Entretanto, os esforços enfrentam dificuldades para prosperar na medida em que carecem de auxílio financeiro do Estado e ainda contam com baixa adesão por conta da conjuntura burocrática nacional.
        De acordo com o filósofo francês Jean Jacques Rousseau, a desigualdade social deve ser eliminada pois impede o pleno exercício da liberdade. Paralelamente, a promulgação da Constituição de 1988 e sua consolidação como atual Magna Carta do Brasil, preconizou os ideais de garantia das liberdades individuais e igualdade perante à lei, bem como assegurar a equidade de condições de vida. No entanto, o Estado não instrumentaliza devidamente as instituições e indivíduos de modo que possam lutar para superação das desigualdades inerentes ao subdesenvolvimento. Assim, o empreendedorismo social sofre com a solicitação de crédito, na medida em que o Poder Público não presta devida facilidade na concessão do auxílio para abertura de negócios e pressiona por retorno positivo imediato.
        Outrossim, desde a formação dos Estados Nacionais em conjunto à burguesia, de maneira a empregar a unificação territorial, monetária e sobre impostos, a congregação de interesses entre os dois tem sido obliterada. Desta maneira, cada vez mais o Estado se empenha em normatizar o negócio próprio, criando empecilhos para sua prosperidade. Logo, o surgimento de instituições de combate à pobreza em focos de necessidade torna-se raro pela existência de extensa burocracia, regulamentação e tarifas comprometedoras. Tal fato contribui para a perpetuação da carência de infraestrutura e serviços básicos para comunidades necessitadas, já que o altruísmo empreendedor não é fomentado.
           A partir dos fatos analisados, conclui-se que o empreendedorismo social é fator determinante para melhoria das condições de vida mesmo que conte com adversidades, logo medidas devem ser tomadas para superá-las. É imperativo que o Governo Federal, através do Poder Legislativo e Ministério do Desenvolvimento Social, elabore e aprove um amplo projeto de concessões de créditos para empreendimento em diversas áreas de combate ao subdesenvolvimento, contemplando saúde, meio ambiente, educação, esportes, segurança, dentre outros, fornecendo a devida infraestrutura e abstenção de pesadas obrigações. Assim, a iniciativa privada em prol do bem-estar será incentivada.