O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil.

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    Entende-se que o país ideal é aquele onde a pobreza não existe. Atualmente, no Brasil, esse ideal ganhou forças para ser atingido, visto que empresas estão se mobilizando por causas sociais e acesso às necessidades básicas - como a Ambev, com seu empreendedorismo social, que direciona o dinheiro arrecadado de um produto específico para melhorar o acesso à água no nordeste brasileiro. Apesar do surgimento desse tipo de negócio sem fins lucrativos, é importante que o principal protagonista do combate à pobreza no país seja a política.
      Primeiramente, é importante destacar que o empreendedorismo social não atende somente aos problemas sociais, mas também melhora a desigualdade social de um país. O sociólogo Pedro Demo diz que ser pobre não é apenas não ter, mas também ser impedido de ter. Nesse âmbito, fica evidente que a melhora causada por esse tipo de empreendimento, que visa uma melhora da população, impulsiona o combate às necessidades básicas - como a luta do acesso à água pela Ambev - e se torna um fator importante para a ascensão social, pessoal e profissional do cidadão, pois o permite ter o que necessita para seu desenvolvimento.
       Por outro lado, o maior protagonista do combate à pobreza precisa ser a política. Segundo dados da Oxfam Brasil, o Brasil é o segundo país com a maior concentração de renda no mundo, onde 1% da população concentra mais de 25% do PIB do país. Com uma política que favorece o acúmulo de riqueza, o país enfrenta entraves para melhorar sua má distribuição de renda e se distancia de alcançar o ideal inicial, que poderia ser atingido com uma melhor distribuição do PIB, assim como fizeram países como a Noruega e Suécia, nos quais a diferença entre os maiores e menores salários é mínima.         Destarte, medidas se fazem necessárias para estimular o aumento de empreendedores sociais e a diminuição da pobreza no Brasil. Para melhorar a distribuição de renda, urge que o Governo Federal adote uma cobrança de imposto de renda diretamente proporcional ao rendimento, por meio de uma reforma tributária, e direcione a arrecadação para zonas necessitadas, a fim de estimular a economia local. Também, é importante que o mesmo agente estimule o crescimento de empreendedores sociais, por meio de acordos fiscais.Talvez assim o Brasil se torne em um país ideal.