O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Envie sua redação para correção
    Na obra "O senhor dos anéis", de J. Tolkien, vemos que diferentes povos são capazes de se unir, de modo coeso, para alcançar a vitória sobre um inimigo em comum, Sauron. Na contemporaneidade, muitas nações se aglomeram em blocos econômicos, como é o caso do Mercosul, composto por um conjunto de países sul-americanos, dentre eles, o Brasil. A finalidade desses grupos é fortalecer a economia local, perante a competição internacional, embora, por outro lado, eles possam engessar a atuação e autonomia das nações que o compõe.
     Oliver Stuenkel, em seu livro "O mundo pós-ocidental", ilustra muito bem as vantagens que países, como a África-do-Sul, conquistam ao integrar os "Brics", ganhando acesso a empréstimos milionários para desenvolver suas atividades comerciais e de infraestrutura, mesmo que, sob uma determinada política de juros e tendo de  adotar certa agenda e postura em comum com  os outros membros, algo que, por sua vez, pode sacrificar a autenticidade de tais nações em detrimento dos interesses e necessidades de seu povo e de seu Estado.
    
     O comércio nacional, a título de exemplificação, encontra-se impossibilitado de fazer acordos unilaterais, devidos às cláusulas predefinidas pelo Mercosul, o que resulta na diminuição de acordos internacionais de relevância,  impactando negativamente na produção e consumo de bens e serviços, e, subsequentemente, na exportação e importação deles, sem mencionar a perda de capital estrangeiro investido em negócios de múltiplas vertentes. 
     Portanto, ciente de tais riscos, cabe ao Ministério das Relações Exteriores buscar a flexibilização de tais regras, renegociando contratos, de forma que, possibilitada a unilateralidade, o crescimento de uma nação impacte positivamente as demais. Esse efeito, fortaleceria as relações entre esses países, sem minar a autonomia comercial-econômica e enrijecer as múltiplas oportunidades e idiossincrasias de cada um. Desta forma, o grito de "Independência", de dom Pedro I, será de coerente e fará sentido.