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    A contar do final da Segunda Guerra Mundial, o comércio internacional intensificou-se mais que o produto mundial bruto. Com a intenção de aumentar e simplificar as trocas entre os países foi formado no pós-guerra o GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) que na atualidade recebe o nome de OMC (Organização Mundial de Comércio) e foram elaborados também diversos blocos econômicos.
    
     Desde o fim do conflito inúmeros países procuraram métodos para escassear as barreiras entre os fluxos de mercadorias, pessoas, capitais e serviços, com o objetivo de diminuir o desemprego e elevar os lucros de suas respectivas empresas e PIBs. Essas nações estão catalogadas em diferentes tipos de blocos regionais, o Brasil por exemplo, faz parte do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), juntamente com mais três países: Argentina, Uruguai e Paraguai.
     O MERCOSUL foi inicialmente desenvolvido para proporcionar uma zona de livre comércio entre os países envolvidos, entretanto alguns países de fora do bloco passaram a fazer a chamada "triangulação tributária", onde, por meio de pactos externos entre determinado membro de um bloco com um não-membro, há a possibilidade desse último se aproveitar dos benefícios do bloco sem que haja a cobrança de determinados impostos. Por esse motivo, foi assinado o "Protocolo de Ouro Preto"  que impunha uma política chamada TEC (Tarifa Externa Comum), o qual tem a função de fazer com que todos os participantes do bloco cobrem uma tarifa padronizada, transformando-os em uma união aduaneira. Porém existem diversas exceções concedidas pelos integrantes da união que a tornam conhecida como imperfeita.
     A existência do bloco faz com que os países da America do Sul possam dialogar com outros, fazendo-o ter uma imensa importancia, ademais, o MERCOSUL é o que da espaço ao Brasil em suas relaçoes econômicas e políticas, facilitando uma maior estrutura de negociação.
     Em virtude dos fatos apresentados, torna-se notório que os blocos econômicos são imprescindíveis para a boa relação comercial entre as muitas nações que necessitam da exportação e da importação, contudo as regras definidas entre os acordos intragovernamentais muitas vezes não são seguidas, como é o caso das listas básicas de convergência, que podem ser consideradas o maior obstaculo do MERCOSUL. Todavia, o Brasil tem autorização para manter suas exceções até 2021, pois se tratam de mecanismos de ajuste das tarifas nacionais, portanto, cabe à união abaixar aos poucos o grande volume de produtos que estão inseridos nas listas, para que até 2021 esses não-membros privilegiados diminuam.