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    Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII e a consequente mudança do modo de vida e práticas sociais, aumentou-se a quantidade de lixo mundialmente produzida. Hodiernamente, com ecossistemas inteiros sendo destruídos e o corpo biológico do planeta adoecendo devido tal mudança, torna-se necessária uma análise dos fatores agravantes e de maneiras de se controlar a atual “crise do lixo”.
           A priori, convém ressaltar que o aumento do consumo de bens não foi acompanhado da mudança de hábitos e pensamentos. Baseando-se na facilidade do dia-a-dia, há, cada vez mais, o uso de descartáveis, como fraldas, absorventes e embalagens plásticas, que, após horas de uso, são “jogados fora” e destinados, por vezes, a imensos lixões a céu aberto; evidenciando, não apenas uma falta de instrução social sobre a correta destinação de diferentes lixos, mas também, uma falta de políticas municipais a fim de promover a reciclagem e minimização dos impactos para as gerações futuras, também chamado de “pegada ecológica”. 
           Outrossim, há, também, a busca desenfreada de empresas pelo lucro. Consoante ao sociólogo Bauman, tem-se, atualmente, uma queda de valores sociais e o crescente pensamento imediato e individualista, de tal forma, é possível observar empresas que, visando seu próprio benefício, produzem a obsolescência programada, a qual, dando um limite à vida útil de seus produtos, conduz ao aumento do consumo. E, ainda, as mesmas ao despejarem seus dejetos tóxicos em rios e terras, corroboram com a magnificação trófica, infiltrando nos lençóis freáticos e permanecendo por centenas de anos no ambiente. 
           Diante de tais fatos, torna-se notório a urgente necessidade de mudanças que amenizem os efeitos da excessiva produção de lixo atual. É interessante, portanto, às prefeituras municipais a promoção de palestras em escolas e espaços livres a fim de promover a reflexão social acerca de seus hábitos e a estimulação a trocas sustentáveis, além de oferecer destinação adequada como aterros sanitários e coleta seletiva para reciclagem. Além disso, ao Ministério do Meio Ambiente, cabe a maior fiscalização de empresas e o incentivo às mesmas a participarem da logística reversa, retirando do ambiente e reutilizando a mesma quantidade de embalagens anteriormente inseridas. E, somente assim, será possível reverter, ou, ao menos, minimizar o adoecimento do corpo biológico causado pelo lixo. 
    
    
    *o tema que fiz foi de um vestibular "o lixo: da educação as políticas públicas"