O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Na Inglaterra, durante o século XVIII, a revolução industrial se consolidou de forma a mudar a dinâmica sociocultural e econômica da sociedade. Nesse contexto, a produção tornou-se regra enquanto a preocupação com os resíduos produzidos era, praticamente, inexistente. Embora que distante da realidade europeia, o Brasil parece se assemelhar nesse aspecto, uma vez que o consumo exacerbado da sociedade é em razão da influência da industria cultural e da alienação dos indivíduos.      
          Em primeiro lugar, é necessário uma análise crítica acerca da influência da  industria sob o consumo. A escola de Frankfurt, defendeu que as corporações utilizam métodos de persuasão afim de manipular o comportamento da sociedade, para que ela adquira produtos sem questionar a sua utilidade. Nesse sentindo, fica claro que as pessoas são diretamente influenciadas pela meio empresarial e, assim, são levadas a comprar sem necessariamente precisar, o que por conseguinte, gera lixo.
       Ademais, a produção de resíduos é diretamente proporcional a falsa impressão que o cidadão tem sobre o consumo. Karl Marx, definiu como alienação, a falsa impressão sobre determinado assunto. Por esse raciocínio, é evidente que a falta de consciência das pessoas sobre os malefícios que são gerados em virtude da alta produção de lixo - como enchentes em cidades, por exemplo -, pode ser considerado um tipo de alienação que contribui para o aumento dos dejetos.
          Portanto, para que ocorra atenuação da problemática em questão, medidas são necessárias. Assim, o Ministério da Educação deve destinar mais verbas para organização de palestras e exposições culturais, que discutam com a sociedade os problemas causados pelo excesso de lixo e pela ausência do pensamento crítico - aquele que não se questiona aos padrões impostos socialmente -, em escolas e universidades, com o intuito de despertar na população consciência de ação, seja em adultos ou em crianças. Assim, um costume será gerado e, segundo Lévi-Strauss, isso é preciso para que se fixe, culturalmente, tal hábito no Brasil.