O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Desde o fortalecimento do capitalismo e do modelo de produção em massa, advindos das Revoluções Industriais, a população mundial rendeu-se a um estilo de vida pautado em um consumismo exacerbado. Em partes, isso se deve a uma utópica relação difundida na sociedade contemporânea entre consumo e status social. Como consequência desse processo, tem-se a geração de lixo crescendo exponencialmente, à medida que se tem priorizado o consumismo em detrimento do meio ambiente.
      É importante pontuar, de início, que, assim como afirmou o sociólogo Zigmount Bauman, o problema não reside no fato de consumir, visto que o consumo faz parte da natureza humana, mas sim, no desejo insaciável de continuar consumindo. Esse desejo se deve, principalmente, a ideia de que a felicidade e o status se vinculam ao consumo, em que um indivíduo somente é reconhecido pelo que tem. Desse modo, a busca pela aceitação social e pela felicidade tem fomentado a produção em larga escala e o consumismo.
       Em decorrência disso, o meio ambiente tem sofrido graves danos,  sobretudo no que diz respeito ao lixo gerado pelo modo de vida consumista. Isso acontece, pois, além do grande volume de resíduos provenientes das fábricas, os consumidores não dão a devida atenção à destinação correta do lixo produzido pelos produtos consumidos, o que dificulta o processo de reciclagem e culmina em graves problemas ambientais, como enchentes e contaminação de águas subterrâneas. É desse modo, portanto, que o consumismo tem sido detentor do monopólio da destruição ambiental.
      Frente ao exposto, fica evidente a necessidade de se controlar o consumismo a fim de garantir a integridade ambiental. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com a mídia, deve trabalhar na veiculação, nos meios de comunicação, de campanhas que abordem as consequências geradas ao meio ambiente pelo consumo exacerbado. Além disso, os governos municipais podem promover palestras acerca da importância da separação do lixo para a reciclagem, a fim de que os munícipes sejam adeptos à coleta seletiva. Assim será possível conciliar as necessidades humanas ao bem estar ambiental.