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    Com a ascensão da Primeira Revolução Industrial no século XVIII tendo a Inglaterra como pioneira, houve a consolidação do capitalismo e um crescimento exponencial na produção de bens, no consumismo e no descarte irregular do lixo. Nessa esteira, nota-se que o lixo e a sociedade de consumo são um grave problema no Brasil, devido, não só pelo exacerbado consumismo, mas também pela falta de políticas públicas que incentivem a reciclagem.
      Atualmente, observa-se que as compras por impulso e pelo prazer momentâneo vem causando um desgaste no meio ambiente. De certo, com o surgimento do Toyotismo no século XX e da obsolescência programada, o ser humano vem consumindo cada vez mais e sem se preocupar com o seu lar, o planeta Terra. Em suma, o hábito de adquirir produtos sem precisar deles, talvez, cause consequências irreversíveis para a natureza.
       Outro fator existente é a negligência por parte do Estado em incentivar a coleta seletiva para uma possível reciclagem. Tal problema urge atenção pois, o lixo consumido, por exemplo plástico, tem causado sérios desastres ambientais marinhos; dados do Fundo Mundial para a Natureza mostram que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e somente 1,2% é reciclado. Sendo assim, medidas devem ser promovidas e incentivadas com a colaboração da sociedade.
       Fica evidente, portanto, que a intensificação do consumo e a carência de políticas públicas requerem uma solução. Diante desse cenário, os governantes de cada cidade do Brasil têm o dever de promover campanhas de estímulo para os "3Rs" da sustentabilidade - reduzir, reutilizar e reciclar - com propagandas pelas mídias como televisão, rádio e internet; afim de mostrar que o cidadão tem obrigação e capacidade de viver em harmonia com o meio ambiente. Por fim, outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: "O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação".