O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Na transição entre Idade Média e Moderna, há o advento do mercantilismo, uma forma primitiva do capitalismo, o qual é um sistema econômico que vive seu apogeu após as Revoluções Industriais. Desta forma, este modo de produção provocou mudanças na sociedade, as quais transformaram as relações humanas e sua mentalidade, o que deu origem a problemas como o consumo exacerbado e, por conseguinte, questões ambientais em razão da quantidade de lixo produzida na contemporaneidade.
          Em primeira análise, é notável que o capitalismo é movido pelo grande fluxo de trocas comerciais. Desta forma, para que isso ocorra, é necessário haver oferta e demanda, sendo assim, as classes que detêm os meios de produção, através, sobretudo, da propaganda, criam na população uma necessidade artificial, o que gera um consumo banal. Outrossim, a cultura capitalista fez com que as pessoas acreditassem que a felicidade está atrelada a bens materiais e que o indivíduo é aquilo que ele possui. Não apenas, criou-se, então, uma cultura de ostentação, vista muitas vezes nas letras de Funk, as quais estimulam os jovens a gastar mais.
          Consequentemente, o consumismo e o aumento populacional colaboram com a produção de lixo crescente. Quanto maior o consumo, maior é o descarte, porém grande parte da população é alheia a tais questões ambientais, o que agrava o problema. Ademais, o Estado negligencia a educação sanitária de sua população, isso se evidencia pela situação da cidade de São Paulo, a qual tem rios como o Pinheiros e Tietê que estão cheios de lixo. Desta forma, o ser humano, não só por falta de conhecimento, mas também por influência da sociedade, vive alienado a esta problemática.
          Portanto, são necessárias medidas para desacelerar o consumismo e, assim, a produção de lixo. Primeiramente, a população precisa ser conscientizada a respeito de seus hábitos de consumo. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras, evidenciar os danos que o consumismo causa ao meio ambiente, e apresentar correntes filosóficas como o minimalismo, que prega uma vida sem demasiado apego a bens de consumo, para que o cidadão diminua seu consumo desnecessário. Por fim, deve-se haver multa, ainda mais severa, a quem não separa o lixo orgânico do reciclável, pois, só assim, a sociedade caminhará ao progresso.