O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    A Revolução Industrial, ocorrida no século XX, modifica a maneira de aquisição de bens materiais, transforma a sociedade de consumo em massa. Junto a isso, nos Estados Unidos, "o jeito americano de viver" intensifica essa problemática, na nova fase, o capitalismo e a globalização tornam-se facilitadores da consumação do exagero, que é sustentado pela indústria da felicidade. Tal simplificação prejudica o meio ambiente, por meio da expansão da quantidade de lixo produzido e do descarte irregular. Por isso, são necessárias medidas para alterar a atitude da população brasileira, assim como, para promover o engajamento do governo. 
           Em primeira análise, numa sociedade capitalista, o consumismo passa a ser um estilo de vida, influenciado pela mídia que instiga pela busca da satisfação ou invés das necessidades básicas. Quanto a isso, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a modernidade líquida está baseada no consumo rápido e implacável de bens de consumo. Visto que, para a maioria das pessoas essa atitude é inconsciente porque os suportes de campanhas publicitárias exercem sobre a massa um nefasto poder de alienação e manipulação. Desse modo, a situação provocada pelo consumo irracional resulta em um aumento significativo da exploração dos recursos naturais, além do grave problema ambiental provocado pelo excesso de lixo. 
           Ademais, um dos problemas ambientais mais grave é a quantidade de resíduos gerados pela população brasileira. Junta a isso, aparece a falta de reaproveitamento desses produtos e o gerenciamento dos descartes. Nesse sentido, dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais apontam que em 2015 foram geradas 79,9 milhões de toneladas de lixo em todo o país. Além disso, esse possui 3 mil lixões que funcionam de forma irregular. Isso é um dado alarmante por causar impactos negativos não só para o meio ambiente, mas também para a saúde pública. 
           Portanto, a população deve controlar o consumo exacerbado de mercadorias e se conscientizar em proteger o meio ambiente. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, ensinar ao indivíduo, desde a infância, não apenas a consumir, de modo responsável, mercadorias, mas também a reconhecer propagandas manipuladoras, por meio de palestras e discussões sobre o assunto, a fim de formar consumidores conscientes. Além disso, o Governo deve investir em coleta seletiva e gerenciar o descartes de forma correta, pois é mais conveniente prevenir a população de doenças provocadas pelos lixões do que  gastos públicos com tratamentos.