O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, a população passou a consumir mais produtos descartáveis. Realidade presente até os dias atuais no território tupiniquim, contudo, essa tem afetado o meio ambiente, uma vez que a sociedade não se controla na aquisição de bens pouco duráveis, gerando e consequentemente despejando incorretamente grande quantidade de lixo. Diante disso, compreende-se a existência do revés no país, que é estruturada, sobretudo, pela inobservância governamental e falta de criatividade populacional frente o assunto.
         Nesse sentido, consoante à filosofia aristotélica, o Estado é responsável por sanar qualquer necessidade da sua população. Entretanto, essa não a realidade vivida no cenário brasileiro, haja  vista que o regime não tem efetivado políticas de gestão do lixo gerado. Prova disso é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o qual foi desenvolvido em 2010 e esperava resultados satisfatórios até 2014, mas não foram alcançados. Sendo assim, fica evidente a negociação governamental perante o tema, o que colabora para a manutenção do problema.
         Ademais, de acordo com o sociólogo Immanuel Kant, a educação passada ao indivíduo é a principal dirigente para sua formação. Tal postulado pode ser aplicado ao território nacional, tendo em conta que a sociedade não é educada em relação ao consumo e por isso adquire tantos bens descartáveis. Fato observado com uma breve análise às campanhas publicitárias de consumo consciente, considerando-se que essa são praticamente nulas e, quando publicadas não abordam a necessidade de adquirir produtos biodegradáveis e recicláveis. Dessa forma, fica evidente o pouco senso crítico do povo frente o consumo desenfreado, que deve ser revertido com urgência.
        Urge, portanto, a adoção de medidas que mitiguem a problemática. Para tanto, cabe a ong's que se preocupam com a questão fomentar o diálogo com a população sobre a necessidade de compreender a importância de cobrar do Regime a efetivação das políticas de gestão do lixo. Desse modo, o Estado será pressionado a solucionar os impasses que o impede administrar corretamente os dejetos gerados. Em adição, cabe ao Ministério da Educação agregar à grade curricular dos ensinos fundamental e médio uma disciplina de educação do consumo, afim de desenvolver uma consciência ambiental nos futuros consumidores, para que façam maior aquisição de biodegradáveis e recicláveis. Assim, o meio ambiente será menos afetado e os males da Revolução Industrial deixarão de ser refletidos no Brasil.