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    A discussão sobre os impactos do aumento do consumo tornou-se mais comum no Brasil. Isso é reflexo da crescente exploração econômica da natureza para a produção de bens utilitários, por exemplo. Desse modo, gerando a degradação do meio ambiente e o acumulo de lixo nas cidades. Essa problemática ocorre devido ao precário sistema educacional brasileiro, pautado na competitividade, como também ao posicionamento dos empresários diante desse infortúnio.      
          A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam, segundo o sociólogo Adorno, aderindo o modelo de felicidade imposto pelas mídias de massa, tornando-se consumidores compulsivos e, consequentemente, estimulando a degradação do meio ambiente, com a exploração de recursos naturais e produção e descarte de lixo de forma desordenada.
    
          Em segundo plano, o posicionamento dos empresário também cumpre papel relevante para o aumento do acumulo de lixo nas cidades, pois após a grande depressão, crise mundial ocorrida na década de 30, decorrente do travamento das relações comerciais mundial, os estudiosos da época perceberam que a durabilidade dos bens de consumo deveria ser a menor possível, desse modo, desenvolveram a obsolescência programada, política de diminuição da vida útil dos produtos industrializados. Essa ideologia comercial contribui diretamente para aumento do lixo nas cidades, visto que a substituição e descartes de objetos tornou-se regra após essa política.
    
          Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar o aumento da produção de lixo nas cidades. Para isso,o Ministério da Educação, deverá junto às escolas, desenvolver projetos educacionais no ensino infantil e médio, como a semana do meio ambiente, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre os perigos que o descarte de bens de consumo de forma desordenada pode causar para o meio ambiente e, consequentemente, para o ser humano, como o aumento de doenças bacteriana, como a leptospirose, por exemplo.