O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    De acordo com o sociólogo Émile Durckheim, a sociedade funciona como um mecanismo biológico, se vai mal, entra em colapso. Nesse sentido, ao analisar o consumo de lixo na sociedade brasileira e suas consequências, nota-se que a sociedade está em um gradual processo de ruína. Diante disso, cabe observar tanto os aspectos sociais, tanto governamentais como responsáveis na agravação desse cenário.
       É válido, de início, pontuar que tais circunstâncias devem-se ao processo de Obsolescência Programada. A respeito disso, de acordo com o levantamento realizado pela ONU, cada ser humano descarta em média 7kg de resíduos eletrônicos todos os anos, o que comprova o excessivo descarte de materiais nos dias atuais. Dado isso, sabe-se que esse processo ocorreu e ocorre com o modelo produtivo Toytista, que impõe sobre os produtos uma durabilidade menor, o que leva o consumidor a descartar mais cedo o seu produto trocando-o por um mais atual. Consequentemente, o ambiente sofre grandes impactos com o acúmulo desses materiais descartados, além também, do forte sentimento de consumismo que é alimentado dentro da sociedade.
       Outro pronto, relevante nesse debate, é a ineficácia do governo com as políticas necessárias ao descarte correto dos lixos. Segundo Aristoteles, a política deve existir de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, ao analisar os dados apresentados pelo Sindicato Nacional de Limpeza Urbana (Selurb) o qual mostra que o surgimento de lixões - depósitos ilegais de lixo - está ligado aos municípios com maior dependência de transferências de recursos governamentais, nota-se que o Estado não tem cumprido com o seu dever de forma íntegra. Com isso, é notório que para que os impactos ao meio ambiente sejam solucionados é necessário, antes, que o Estado cumpra com o seu papel na sociedade.
      Torna-se necessário, portanto, promover ações que modifiquem esse quadro. Logo, cabe ao Estado, em parceria com a mídia promover comerciais que conscientizem a população a respeito dos riscos que a Obsolescência Programada trás para o Meio, com o intuito de articular um pensamento mais sustentável na mente do homem, para que o mesmo deixe de consumir de forma tão desenfreada. Ademais, ainda por ações governamentais, cabe ao governo, por meio do Poder Legislativo, criar leis que garantam ao país inteiro programas para o correto descarte de lixo, que assegure a todas as cidades locais adequados para realização, para que enfim, a natureza deixe de sofrer as consequências pelos atos desregulados e prejudiciais do homem.